Kim Jong-un chama EUA de ″maior inimigo″ | Notícias internacionais e análises | DW | 09.01.2021

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Mundo

Kim Jong-un chama EUA de "maior inimigo"

Líder norte-coreano anuncia expansão do programa de armas nucleares em reação à "hostilidade" de Washington e diz que política americana para Pyongyang não muda, "independente de quem esteja no poder".

Kim Jong-un

Kim disse que a Coreia do Norte precisa de armas nucleares para evitar uma invasão dos EUA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chamou os Estados Unidos de "maior inimigo" de seu país e ameaçou expandir o arsenal nuclear nacional, pedindo que Washington pare com suas "políticas hostis" em relação a Pyongyang. A afirmação foi feita durante o importante congresso do partido único do país.

Na primeira menção direta de Kim aos EUA em quatro dias do congresso, o ditador falou sobre a necessidade de "se impor" ao "maior inimigo" que é "o principal obstáculo no desenvolvimento da revolução", informou neste sábado (09/01) a agência estatal de notícias KCNA.

Referindo-se à iminente posse de Joe Biden como presidente americano, Kim alegou que a política dos EUA não muda "independentemente de quem está no poder", cobrou que Washington retire as sanções internacionais contra seu país e defendeu a necessidade de "reforçar constantemente a mais poderosa dissuasão" para proteger a Coreia do Norte, citando o programa de armas nucleares do país.

Ele ordenou que seja desenvolvido um sistema de armas nucleares mais avançado com várias ogivas, mísseis nucleares que podem ser lançados debaixo da água, satélites espiões e submarinos nucleares.

Kim anunciou que os planos para um submarino com propulsão nuclear já foram concluídos e que os projetos estão em "fase de revisão".

O líder norte-coreano esperou até o quarto dia do oitavo Congresso do Partido dos Trabalhadores, na sexta-feira, para mencionar os Estados Unidos. A declaração, entretanto, foi divulgada neste sábado pela imprensa norte-coreana.

Primeira referência a nova gestão em Washington

O comentário sobre o rumo político da Casa Branca foi a primeira referência, embora de forma indireta, à transição de poder em Washington. O regime vinha optando pelo silêncio sobre o assunto em um momento em que as conversas com os EUA sobre desnuclearização permanecem congeladas.

Kim Jong-un também falou sobre a Coreia do Sul e o momento ruim na relação entre os dois países. Ele disse em seu discurso aos membros do partido único comunista que a melhora das relações depende apenas de Seul e pediu respeito aos acordos intercoreanos assinados em 2018.

Neste contexto, denunciou novamente a realização de exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e EUA – que o regime considera como um ensaio para a invasão de seu território – e "a importação de equipamentos militares avançados" e "a modernização das forças armadas" sul-coreanas.

A imprensa norte-coreana, que ainda não especificou a data de encerramento do congresso, limitou-se a informar que o evento foi agendado para continuar neste sábado.

MD/efe/afp/rtr