Itália e Espanha pagam juros menores em nova emissão de títulos | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 12.01.2012
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Economia

Itália e Espanha pagam juros menores em nova emissão de títulos

Juros caíram em leilões realizados pelos dois países e aguardados com expectativa pelo mercado. Itália captou 12 bilhões de euros e Espanha, 10 bilhões.

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Juros pagos pelo governo italiano caíram pela metade

Itália e Espanha conseguiram captar dinheiro no mercado a custos mais baixos nos primeiros leilões de títulos feitos pelos dois países em 2012. Os leilões realizados nesta quinta-feira (12/01) eram aguardados com expectativa e mostraram que está voltando a confiança dos investidores nos papéis dos dois países.

Ao todo, a Itália levantou 12 bilhões de euros, dos quais 8,5 bilhões em títulos de 12 meses com juros de 2,735%, bem abaixo dos 5,95% da venda anterior. Além disso, foram vendidos papéis no valor de 3,5 bilhões de euros com vencimento em maio. A taxa de juros, nesse caso, ficou em 1,644%, também abaixo dos 3,251% de um leilão semelhante mais recente.

A Espanha vendeu cerca de 10 bilhões de euros em títulos da dívida, mais do que o dobro do esperado. Num primeiro leilão, que arrecadou 4,27 bilhões, os investidores aceitaram receber juros de 3,38% com vencimento de três anos. O Tesouro espanhol disse que não houve leilão comparável nos últimos tempos, mas no último leilão de três anos, realizado em 15 de dezembro, a taxa de juros havia sido de 4,02%.

O Tesouro espanhol ainda vendeu 2,5 bilhões de euros em bônus de quatro anos, com juros de 3,75%, e mais 3,21 bilhões em títulos com vencimento em 2016 e juros de 3,9%.

Segundo analistas, os leilões mostram que o humor do mercado em relação aos dois países melhorou e que os esforços fiscais dos governos italiano e espanhol estão sendo reconhecidos.

BCE não muda taxa básica

Também nesta quinta-feira o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua taxa básica de juros no mínimo histórico de 1%, uma decisão que já era aguardada pelo mercado, após dois cortes consecutivos.

A instituição liderada pelo italiano Mário Draghi manteve todas as taxas de juro no nível adotado na reunião de dezembro, quando foi decidido um corte de 0,25 ponto percentual, a exemplo do que já havia acontecido em novembro.

AS/ap/rtr/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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