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Pessoas compram em stand de legumes
Renda da população alemã perdeu 1,8% do poder aquisitivo no primeiro trimestre em relação ao ano anteriorFoto: Ying Tang/NurPhoto/picture alliance

Inflação vai a 7,9% na Alemanha, a maior em quase 50 anos

30 de maio de 2022

Nível anual é o mais alto desde a crise do petróleo nos anos 1970. Energia cara e guerra na Ucrânia são as principais causas da alta dos preços. Ministro das Finanças alemão diz que combate à inflação é prioridade.

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A taxa de inflação dos últimos 12 meses da Alemanha atingiu 7,9% em maio, a mais alta em quase meio século, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30/05) pelo Departamento Alemão de Estatísticas (Destatis). Os números preliminares são baseados no índice de preços ao consumidor e comparados com os preços de maio de 2021.

Essa é a taxa de inflação mais alta desde a Reunificação alemã e também a maior desde a registrada no final de 1973 e início de 1974, quando a crise do petróleo alavancou os preços para cima. 

A inflação na Alemanha vem quebrando uma série de recordes nos últimos meses. Ela foi a 5,1% em fevereiro e saltou para 7,3% em março, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Em abril, atingiu 7,4%.

O Destatis apontou a guerra na Ucrânia e o aumento dos preços da energia como causas principais para o nível recorde de inflação.

Os preços da energia aumentaram 38,3% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os preços dos alimentos aumentaram 11,1%.

"Desde o início da guerra na Ucrânia, o custo da energia aumentou visivelmente, afetando substancialmente a alta taxa de inflação", disse o Destatis em comunicado.

A taxa mensal registrada em maio ficou em 0,9%, segundo o departamento de estatísticas.

Como na maior parte do mundo, a taxa de inflação na Alemanha tem aumentado rapidamente, fazendo com que os consumidores tenham de enfrentar preços muito mais elevados para uma vasta gama de produtos e serviços, reduzindo assim o seu poder de compra.

Analistas previram que a Europa como um todo terá uma taxa média de inflação de 6% em 2022.

Renda cai 1,8% no trimestre

Em um relatório separado divulgado também nesta segunda-feira, o Destatis disse que a renda na Alemanha caiu 1,8% em termos reais no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, devido à inflação.

Em comentários pouco antes do último número de inflação ser divulgado, o ministro alemão das Finanças, Christian Lindner, disse que "no topo das prioridades deve estar o combate à inflação".

"A inflação é um enorme risco econômico, e devemos combater esta inflação para que nenhuma crise econômica surja a partir dela, para que não seja desenvolvida nenhuma espiral através da qual a inflação se alimente'', disse o ministro.

md/ek (Reuters, AFP, AP)