Iêmen anuncia morte de liderança da Al Qaeda na península arábica | Notícias internacionais e análises | DW | 30.09.2011
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Mundo

Iêmen anuncia morte de liderança da Al Qaeda na península arábica

Anwar al Awlaki, de nacionalidade norte-americana, teria sido atingido por ataque aéreo dos EUA na região. Especialistas consideram a morte de Awlaki uma importante baixa para o grupo fundado por Osama bin Laden.

Awlaki era um dos terroristas mais procurados pelos EUA

Awlaki era um dos terroristas mais procurados pelos EUA

Quase cinco meses após a morte do chefe da organização Al Qaeda, Osama bin Laden, o governo do Iêmen anunciou nesta sexta-feira (30/10) a morte do radical islâmico Anwar al Awlaki, considerado um dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por dois funcionários do governo dos EUA a agências de notícias.

Bin Laden, líder da Al Qaeda, foi morto em maio deste ano

Bin Laden, líder da Al Qaeda, foi morto em maio deste ano

No entanto, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias da morte. Awlaki, um dos líderes da organização Al Qaeda na península arábica, teria sido morto durante um ataque aéreo norte-americano a dois carros na fronteira entre a província Al-Jauf e a desértica Marib, no leste do Iêmen, segundo fontes tribais.

Ainda segundo as fontes, além de Awlaki, outros dois integrantes da Al Qaeda também teriam sido mortos no ataque. Os aviões de combate sobrevoavam a região já havia alguns dias.

Nas últimas semanas, Awlaki vinha mudando constantemente seu paradeiro no Iêmen e a expectativa era de que ele tivesse chegado à província de Marib, o que fez com que as forças de segurança reforçassem as buscas.

Filho de pais iemenitas, Awlaki, 40 anos, nasceu nos EUA e tinha cidadania norte-americana. Ainda quando adolescente, o terrorista sabia perfeitamente como levar islâmicos alijados culturalmente da sociedade norte-americana para as redes terroristas radicais. Ele também recrutava muçulmanos falantes do inglês no Iêmen para empreender ataques no exterior.

Líder na península arábica

Awlaki era considerado um dos líderes mais importantes da Al Qaeda na península arábica e estaria incitando mais ataques contra os EUA. Entre eles, o ataque praticado pelo major Nidal Hasan, militar do Exército norte-americano, na base de Fort Hood, no Texas. Treze pessoas morreram e 32 ficaram feridas no episódio, em novembro de 2009.

Awlaki também teria mantido contato com o homem-bomba nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, que no Natal de 2009 tentou explodir um avião pouco antes do pouso no Aeroporto de Detroit. O processo contra Abdulmutallab deve começar na próxima terça-feira (04/10).

Em abril de 2010 os Estados Unidos iniciaram a caçada com objetivo de matar Awlaki, após divulgação de vídeos nos quais o terrorista instigava a violência contra o país onde nasceu e os norte-americanos. Segundo noticiou o jornal The New York Times à época, ele foi provavelmente o primeiro cidadão do país a fazer parte da lista da morte. O pai de Awlaki tentou, em vão, tirar o nome do filho da lista. Um tribunal regional em Washington negou seu pedido.

Há meses população iemenita protesta contra presidente

Há meses população iemenita protesta contra presidente

No início de maio os EUA tentaram, sem sucesso, um ataque contra Awlaki. A confirmação da morte do terrorista agora soma pontos tanto para o presidente norte-americano, Barack Obama, quanto para o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh. Desde fevereiro a população iemenita vem realizando vários protestos contra Saleh, há 33 anos no poder. Apesar de ele ser um fiel aliado dos EUA na luta contra o terrorismo no país, oposicionistas afirmam que ele não combate seriamente o terrorismo, para poder usar também futuramente as ameaças geradas pela Al Qaeda como trunfo político.

Difícil substituição

Especialistas em terrorismo acreditam que a morte de Awlaki, se confirmada, será uma baixa significativa na Al Qaeda, especialmente no que se refere à mobilização de pessoas para os ataques da organização. Apesar de não ser um líder religioso sênior ou um comandante da Al Qaeda, Awlaki desempenhava um papel-chave nas ações do grupo. "A morte dele não vai atrapalhar as operações da Al Qaeda, porque ele não exercia um papel de liderança. Mas a organização perde uma figura importante no recrutamento de pessoal", explica Said Obeid, especialista em Al Qaeda no Iêmen.

"Se ele realmente estiver morto, será difícil substituí-lo", avaliou o analista de terrorismo e insurgência no IHS Jane, em Londres, Jeremy Binnie. "É um golpe para as operações internacionais da Al Qaeda, ele ajudou o grupo a formar seu perfil internacional", afirmou.

MS/afp/dpa/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

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