Harvey Weinstein começa a ser julgado em Nova York | Notícias internacionais e análises | DW | 06.01.2020
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Estados Unidos

Harvey Weinstein começa a ser julgado em Nova York

Produtor de cinema pode ser condenado a prisão perpétua por abusos sexuais em série. Revelações do caso há dois anos deram origem ao movimento #MeToo.

USA New York | Weinstein Prozess | Harvey Weinstein (Getty Images/AFP/T. A. Clary)

Produtor entrou na Suprema Corte de Manhattan com a ajuda de um andador

O julgamento por agressões sexuais contra o produtor americano de cinema Harvey Weinstein, de 67 anos, teve início nesta segunda-feira (06/01), em Nova York. O processo deve durar em torno de seis semanas. Se for considerado culpado, Weinstein pode ser condenado à prisão perpétua.

O famoso ex-produtor de Hollywood entrou na Suprema Corte de Manhattan com a ajuda de um andador. Depois de sofrer um acidente de automóvel em agosto passado, precisou se submeter a uma cirurgia nas costas. A audiência desta segunda-feira será para definir aspectos logísticos do julgamento, e deve ser breve. A primeira batalha será a seleção do júri, que começa no dia seguinte e pode durar até duas semanas.

Esse processo começa mais de dois anos depois da eclosão do escândalo que gerou o movimento #MeToo, que abalou a reputação de dezenas de homens poderosos que acabaram sendo denunciados por agressões sexuais.

Quase 90 mulheres, inclusive atrizes famosas como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, denunciaram o ex-produtor por assédio, agressão sexual, ou estupro, desde que o jornal The New York Times revelou várias acusações contra ele, em 5 de outubro de 2017.

Weinstein está sendo julgado na Suprema Corte de Nova York apenas por agressões contra duas mulheres, já que os demais crimes prescreveram. Uma das acusadoras é a ex-assistente de produção Mimi Haleyi, segundo a qual o produtor de Pulp fiction praticou sexo oral nela contra sua vontade no apartamento dele, em Nova York, em julho de 2006.

A segunda acusadora permanece no anonimato. Ela afirma que o cofundador da produtora Miramax Films, a violentou num quarto de hotel de Nova York, em março de 2013. A acusação foi modificada em agosto para incluir o depoimento da atriz Annabella Sciorra, da série Família Soprano, que relata ter sido violentada por Weinstein no inverno de 1993-94.

A acusação espera que seu testemunho ajude a convencer o júri que Weinstein é um predador sexual em série. Na sexta-feira, 25 mulheres que o denunciaram, incluindo as atrizes Roseanna Arquette e Rose McGowan, divulgaram um comunicado, em que exigem justiça e descrevem Weinstein como um "abusador sem arrependimento".

"Este julgamento é crítico para mostrar que os predadores terão de enfrentar sua responsabilidade, estejam onde estiveram, e que denunciá-los pode resultar numa mudança real", destacaram as signatárias. Várias delas convocaram uma entrevista coletiva para esta segunda-feira, diante da Suprema Corte, reunidas em meio a cartazes com inscrições como "Justiça para as sobreviventes" e "Vergonha".

Weinstein insiste em que todas as suas relações sexuais foram consensuais. O único outro julgamento penal dessa natureza no horizonte é o do cantor de R&B R. Kelly, acusado em 2019 de vários ataques contra jovens. O comediante americano Bill Cosby, cujo julgamento começou no fim de 2015, foi sentenciado a três anos de prisão por agressão sexual em setembro de 2018.

JPS/afp/ots

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