Grupo de Lima rejeita intervenção na Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 16.09.2018
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América Latina

Grupo de Lima rejeita intervenção na Venezuela

Maioria dos países do grupo, entre eles o Brasil, descarta intervenção militar contra governo Maduro e defende saída pacífica para a crise. Uso da força foi sugerido pelo secretário-geral da OEA.

Nicolás Maduro

Signatários instaram governo Maduro a "pôr fim às violações de direitos humanos"

Onze dos 14 países que integram o Grupo de Lima rejeitaram a ideia de uma intervenção militar na Venezuela em comunicado divulgado neste domingo (16/09), depois de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, ter declarado que não descarta essa possibilidade.

Os 11 países expressaram "sua preocupação e rechaço perante qualquer curso de ação ou declaração que implique uma intervenção militar ou o exercício da violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela" e defenderam uma saída pacífica e negociada para a crise política e social no país sul-americano.

Porém, os signatários, entre eles o Brasil, instaram mais uma vez o governo do presidente Nicolás Maduro a "pôr fim às violações de direitos humanos, a libertar os presos políticos, respeitar a autonomia dos poderes do Estado e assumir sua responsabilidade pela grave crise que vive a Venezuela".

Além do Brasil, assinaram o documento os governos da Argentina, da Costa Rica, do Chile, da Guatemala, de Honduras, do México, do Panamá, do Paraguai, do Peru e de Santa Lucía. Canadá, Colômbia e Guiana ficaram de fora.

O Grupo de Lima foi criado por iniciativa do governo do Peru para denunciar a ruptura da ordem democrática na Venezuela quando da criação da polêmica Assembleia Nacional Constituinte, cuja legitimidade não é reconhecida por esses países.

Nesta sexta-feira, durante visita à cidade colombiana de Cúcuta, que fica perto da fronteira com a Venezuela, Almagro afirmou que não se deve descartar uma intervenção militar contra o governo de Maduro e insistiu que os venezuelanos precisam de ajuda humanitária.

"Apesar de as ações diplomáticas estarem em primeiro lugar, quanto a uma intervenção militar para derrubar o governo de Maduro, acho que não devemos descartar nenhuma opção", disse Almagro, um dos principais críticos do governo Maduro no exterior.

Em resposta, o governo venezuelano anunciou que iria recorrer à ONU e outras instâncias internacionais para denunciar Almagro, a quem acusou de incentivar uma intervenção militar na Venezuela. Segundo a vice-presidente Delcy Rodríguez, Almagro "atenta contra a paz na América Latina e no Caribe" e "pretende reviver os piores expedientes de intervenção militar imperialistas" no continente.

Esta é a primeira vez que o Grupo de Lima e Almagro adotam posições diferentes sobre o governo Maduro.

A Venezuela atravessa uma profunda crise econômica, política e social, que já fez com que 2,3 milhões de venezuelanos tenham deixado o país desde 2014, segundo cálculo das Nações Unidas. A Colômbia recebeu mais de 1 milhão de refugiados.

O colapso da economia venezuelana, fortemente dependente da exportações de petróleo, levou à falta de vários produtos no país, incluindo remédios e alimentos.

AS/efe/afp/ap

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