Greve na Ryanair afeta milhares de passageiros na Europa | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 10.08.2018
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Economia

Greve na Ryanair afeta milhares de passageiros na Europa

Pilotos de cinco países param e obrigam empresa irlandesa a cancelar 400 voos, afetando mais de 50 mil pessoas. Alemanha, com 250 voos cancelados, é país mais atingido.

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Pilotos grevistas no aeroporto de Charleroi, perto de Bruxelas

A empresa aérea irlandesa Ryanair cancelou cerca de 400 dos seus 2.400 voos em toda Europa nesta sexta-feira (10/08) devido às greves convocadas por seus pilotos na Alemanha, na Irlanda, na Bélgica, na Suécia e na Holanda.

Ao todo, 55 mil passageiros foram afetados, segundo a empresa. Já os sindicatos estimaram que a mobilização causou transtornos a até 67 mil passageiros.

Com 250 dos voos cancelados, a greve do sindicato dos pilotos alemães Vereinigung Cockpit (VC) é responsável pela maior parte da paralisação na Ryanair. A medida causou transtornos para cerca de 42 mil passageiros em até dez aeroportos alemães.

Na Bélgica, a companhia aérea cancelou 104 partidas previstas para esta sexta-feira, com 82 suspensões no aeroporto de Charleroi, ao sul de Bruxelas, e 22 no aeroporto de Zaventem, que afetarão até 14 mil passageiros.

Na Suécia, a paralisação foi convocada por 42 pilotos da Ryanair, aproximadamente 80% dos contratados pela empresa aérea no país escandinavo, e provocou o cancelamento de 22 voos no aeroporto de Skavsta, ao sul de Estocolmo.

Na Irlanda, a mobilização de 24 horas da Associação de Pilotos Irlandeses de Companhias Aéreas (Ialpa), a quinta desde 12 de julho, provocou o cancelamento de apenas 20 voos com origem ou destino nesse país, 7% do total, o que afeta cerca de 3.500 clientes, segundo um comunicado da Ryanair. Novas conversações entre a companhia e o sindicato irlandês foram convocadas para a próxima segunda, as primeiras em quase um mês.

A Ialpa agrupa cem pilotos, 25% contratados diretamente pela Ryanair neste país, enquanto o restante foi contratado por agências ou são autônomos e irão aos seus postos de trabalho com normalidade, o que permitirá operar os 300 voos programados para Dublin nesta sexta-feira, acrescentou a companhia.

Os pilotos holandeses se somaram à mobilização nesta quinta-feira, depois que um tribunal desprezou uma solicitação da Ryanair para frear a greve. No entanto, a companhia conseguiu substituir os pilotos grevistas e afirmou que todos os voos programados para esta sexta-feira desde e para a Holanda operarão com normalidade.

Na Espanha, esse mesmo número de passageiros também será afetado indiretamente pela greve, devido ao cancelamento de voos na Alemanha.

Trata-se do primeiro protesto conjunto dos pilotos na história da companhia, que reivindicam avanços nas negociações que mantêm desde o começo deste ano sobre salários e condições trabalhistas.

LGF/efe/dpa/ots

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