Greve contra reforma da Previdência atinge 26 estados e DF | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 14.06.2019
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Brasil

Greve contra reforma da Previdência atinge 26 estados e DF

Atos afetaram parcialmente serviços de transporte em capitais no país e provocaram bloqueios em vias. Centrais classificam paralisação como exitosa, mas base de apoio de Bolsonaro avalia que movimento foi um fiasco.

Generalstreik in Brasilien (picture-alliance/dpa/H. Milleo)

Manifestantes contra a reforma da Previdência em Curitiba

Serviços de metrô, trem e ônibus ficaram parcialmente paralisados nesta sexta-feira (14/06) em mais de duas dezenas de capitais e outras cidades do país durante a realização de uma greve convocada por centrais sindicais para protestar contra a reforma da Previdência e cortes na educação.

As cidades com maior adesão ao movimento foram São Paulo (onde o metrô funcionou parcialmente), Brasília (os ônibus não circularam) e Belo Horizonte (com metrô fechado).

Manifestantes também bloquearam vias em São Paulo, incluindo o acesso ao aeroporto de Guarulhos pela manhã. No centro da capital paulista, manifestantes bloquearam a Avenida 23 de Maio ateando fogo em pneus. 

Ainda na capital paulista, a Polícia Militar prendeu dez pessoas durante protesto nas proximidades da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital. Outras quatro também foram detidas no interior do campus. Entre os presos estão funcionários da universidade e estudantes.

No Rio, ocorreram manifestações na avenida Brasil e em um acesso da ponte Rio-Niterói. A polícia chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Em Niterói, cinco pessoas foram atropeladas por um carro durante um protesto.

De acordo com as centrais sindicais, ocorreram atos em mais de 300 cidades do país em 26 estados e no Distrito Federal.

Entre as categorias que aderiram à greve estão os metroviários, motoristas de ônibus, ferroviários, metalúrgicos, professores municipais e estaduais e bancários, segundo a Força Sindical.

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estimou que aproximadamente 45 milhões de trabalhadores e trabalhadoras foram envolvidos na greve geral, embora a imprensa brasileira tenha apontado que a paralisação pelo país teve apenas apoio parcial.

Ao longo do dia, parlamentares da base de apoio do governo Bolsonaro, favoráveis à reforma da Previdência, usaram as redes sociais para criticar o movimento. Alguns chegaram a classificar a paralisação como "um fiasco”.

Na avaliação de sindicalistas, o movimento foi exitoso e maior do que a greve de 2017. "Não mexam nas nossas aposentadorias e em nossos direitos. Não duvidem do poder de mobilização dos sindicatos do Brasil" disse, em nota, o presidente da CUT, Vagner Freitas. "A população entendeu que queremos mais empregos, queremos nos aposentar e ter mais universidades e vamos marcar uma nova greve ainda mais forte”, declarou.

Aulas nas escolas públicas também foram impactadas pela paralisação. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), cerca de 70% dos professores locais aderiram ao movimento. Em São Paulo, dezenas de agências bancárias permaneceram fechadas durante o dia. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, afirma que a greve também atingiu centros administrativos do Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Caixa Econômica e Itaú.

Funcionários da Petrobras também iniciaram uma greve durante a madrugada em refinarias e terminais em oito estados em protesto contra a reforma previdenciária e o programa de venda de ativos da petroleira estatal, de acordo com a Federação Única de Petroleiros (FUP).

Manifestantes contrários à reforma da Previdência também bloquearam totalmente os dois sentidos do Contorno Sul de Curitiba, das 7h às 9h.

Durante um café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. "[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso", disse.

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações desta sexta-feira, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão "segurança para investir". 

Na noite desta sexta-feira, após a greve parcial, manifestantes começaram um protesto na Avenida Paulista, ocupando as duas pistas da via, e depois partindo em caminhada no sentido da Praça da República. O ato conta a com a participação dos candidatos derrotados à Presidência Fernando Haddad e Guilherme Boulos.

JPS/ots

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