Greta pede que Merkel enfrente crise climática com coragem | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 20.08.2020

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Alemanha

Greta pede que Merkel enfrente crise climática com coragem

Merkel recebe ativista sueca e outras líderes do movimento "Fridays for Future" em Berlim. Medidas contra o aquecimento global e papel da Alemanha no combate às mudanças climáticas foram os principais temas do encontro.

Ativista climática Greta Thunberg em Berlim

A ativista climática Greta Thunberg chega à chancelaria, em Berlim, para se encontrar com Angela Merkel

A ativista sueca Greta Thunberg pediu nesta quinta-feira (20/08) a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, para "ser corajosa o suficiente para pensar no longo prazo" diante das mudanças climáticas. Além da adolescente, outras três jovens ambientalistas participaram da reunião com a líder alemã, na qual discutiram a crise climática e medidas para combater o aquecimento global.

Durante a conversa de 90 minutos em Berlim, Merkel explicou suas prioridades de política climática para a presidência rotativa alemã da União Europeia, incluindo o objetivo de alcançar a neutralidade climática do bloco até 2050 e as metas temporárias de reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2030, afirmou um porta-voz do governo.

A Alemanha está em um impasse com a proposta da Comissão Europeia de aumentar até 2030 a meta do bloco europeu para de redução das emissões de gases de efeito estufa de 50% a 55% em comparação aos níveis de 1990. No entanto, ativistas climáticos avaliam até mesmo a meta mais ambiciosa como insuficiente. O plano da Alemanha de eliminar progressivamente o uso do carvão até 2038 também foi criticado como muito lento.

Falando a jornalistas após a reunião, Greta disse que Merkel foi simpática e muito amigável, mas que a chanceler alemã tem uma grande responsabilidade e uma oportunidade de se transformar na líder mundial na luta contra a mudança climática. A ativista destacou que é importante que a crise climática seja tratada como qualquer outra crise.

"O que queremos são líderes", acrescentou Greta. "Nós queremos que as pessoas avancem, que ousem sair de suas zonas de conforto para priorizar agora o futuro à nossa frente e que sejam corajosas o suficiente para pensar a longo prazo." A ativista disse também que o grupo que se reuniu com Merkel pediu que a líder alemã enfrente a mudança climática com mais urgência.

Desde 2018, Greta, inspirou milhões de jovens em todo o mundo a saírem da escola e irem às ruas às sextas-feiras protestar em favor do clima, no movimento chamado "Fridays for Future". Ela virou o rosto de um movimento global por uma política climática mais assertiva. No encontro com Merkel, a jovem foi acompanhada por colegas ativistas do "Fridays for Future", entre eles, Luisa Neubauer, o rosto alemão do movimento.

"Pelo menos, ela confirmou que está disposta a fazer coisas durante a presidência", citou Neubauer. "No entanto, no final das contas, tratam-se de orçamentos comuns, de metas muito claras, de números e de cifras, e que precisamos de ação, mais do que de palavras realmente bonitas e imponentes."

O porta-voz do governo disse que Merkel e as ativistas concordaram que o aquecimento global representa um desafio para o mundo e que os países industrializados têm uma responsabilidade especial em seu combate. "A base para isso é a implementação constante do Acordo de Paris", destacou.

No início desta semana, o governo alemão admitiu que teria falhado em sua meta climática para 2020 se o caos econômico provocado pela pandemia do novo coronavírus não tivesse causado uma grande queda nas emissões de gases de efeito estufa.

As ativistas também discutiram com Merkel uma carta aberta endereçada aos líderes da União Europeia e assinada por 125 mil pessoas que exigem ações mais duras, incluindo o fim dos investimentos e subsídios a combustíveis fósseis.

Após greves escolares em massa e grandes manifestações pelo clima em países de todo o mundo no ano passado, os protestos foram menos visíveis nos últimos meses devido à pandemia do novo coronavírus. A próxima grande manifestação pelo clima está programada para 25 de setembro.

FC/rtr/dpa/lusa

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