Governo dos EUA veta entrada de funcionários de Irã e Venezuela | Notícias internacionais e análises | DW | 26.09.2019
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Mundo

Governo dos EUA veta entrada de funcionários de Irã e Venezuela

Presidente Trump aumenta pressão sobre Caracas e Teerã. Em discurso na ONU, presidente iraniano descarta negociações com Washington enquanto sanções americanas contra seu país não forem suspensas.

Presidente do Irã, Hassan Rohani, discursa na ONU

Na ONU, presidente do Irã, Hassan Rohani, declarou que só conversa com Washington após suspensão de sanções

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (25/09) que proibirá a entrada no país de funcionários dos governos do Irã e Venezuela e suas famílias.

A medida consta de dois decretos assinados pelo presidente americano, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, que tem a participação de membros de alto escalão de ambos os governos, como forma de aumentar a pressão sobre os iranianos e venezuelanos.

Como justificativas para a nova sanção ao regime do Irã, proibindo a entrada no país de "altos funcionários do governo", o governo americano citou, entre outros motivos, que Teerã apoia o terrorismo, ameaça seus vizinhos e está por trás de ataques cibernéticos.

No caso da Venezuela, a decisão veta a entrada nos Estados Unidos de integrantes do regime de Nicolás Maduro com cargo de vice-ministro ou superior. O decreto também afeta comandantes do Exército, da polícia e da Guarda Nacional com patente de coronel ou superior. A medida inclui, ainda, os integrantes da Assembleia Nacional Constituinte, composta apenas por aliados do governo.

Entre os alvos do decreto contra o regime de Maduro também estão qualquer estrangeiro que atue "em representação ou em apoio aos esforços de Maduro para minar ou prejudicar as instituições democráticas da Venezuela", e os que "obtenham lucros financeiros significativos" em transações com as autoridades venezuelanas.

A restrição foi anunciada às vésperas de uma viagem da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, a Nova York, para discursar em nome do país na ONU. Já estão na cidade o presidente do Irã, Hassan Rohani, e os chanceleres dos dois governos – Mohammed Javad Zarif e Jorge Arreaza.

Entretanto, a Casa Branca garantiu que os decretos não interferem nos compromissos assumidos pelo governo americano em tratados internacionais. Quando aceitou ter a cidade de Nova York como sede das Nações Unidas em 1947, os EUA se comprometeram a não impor qualquer impedimento à entrada ou à saída de diplomatas credenciados.

Irã descarta conversa com EUA

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente do Irã, Hassan Rohani, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de conversar com qualquer representante dos Estados Unidos, enquanto as sanções contra seu país não forem suspensas.

Rohani garantiu que, para haver um debate, os EUA precisam retornar aos compromissos estabelecidos pelo acordo nuclear firmado em 2015, que foi rompido por Trump.

O presidente iraniano mencionou "incidentes recentes" que colocaram em perigo a segurança no Golfo Pérsico e defendeu a necessidade de reforçar a cooperação entre os países da região, deixando os EUA de lado. Ele acusou os EUA de apostarem no assassinato, "em silêncio, de uma nação", com suas sanções, e de se vangloriarem dessa prática.

"Os EUA dão as costas para seus compromissos, e a Europa não é capaz de cumprir os seus", declarou, repetindo as críticas aos países europeus, que, segundo ele, não estão fazendo o suficiente para compensar as sanções americanas e manter o pacto vivo.

"Nossa paciência tem limite", ressaltou o presidente iraniano, segundo o qual, se não houver mudanças, a "única via" para o Irã será "depender da dignidade, do orgulho e da força nacional".

A tensão no Golfo Pérsico se acirrou após os ataques sofridos neste mês por duas refinarias sauditas, ofensiva que os EUA e outros países atribuem ao Irã.

MD/efe/rtr

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