Governadores da oposição boicotam juramento na Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 19.10.2017
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América Latina

Governadores da oposição boicotam juramento na Venezuela

Enquanto 18 chavistas eleitos prestam juramento, aliança opositora MUD diz que seus cinco governadores não farão voto diante da Assembleia Constituinte porque não a reconhecem. Maduro afirma que eles não tomarão posse.

Venezuela Regionalwahlen (Reuters/C.G. Rawlins)

Gerardo Blyde, chefe de campanha da coalizão de oposição, diz que aliança não reconhece resultados das eleições de domingo

Governadores chavistas de 18 estados da Venezuela, eleitos no fim de semana passado, prestaram juramento em seus cargos nesta quarta-feira (18/10) diante da Assembleia Constituinte, controlada pelo chavismo. Já os demais cinco governadores, da oposição, se recusaram a fazer o voto.

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) anunciou que seus candidatos eleitos não fariam o juramento porque não reconhecem a Constituinte, que tomou posse em agosto e assumiu os poderes legislativos do país. Seus membros são todos governistas.

"A MUD, diante da chantagem da fraudulenta Constituinte, reitera perante o povo da Venezuela e a comunidade internacional que os governadores eleitos só se submeterão ao mandato como estabelecido na Constituição e nas leis do país", diz a aliança em nota.

O presidente Nicolás Maduro já havia alertado que os governadores só tomarão posse se fizerem o juramento perante a Assembleia Constituinte. Ele também pediu que o órgão utilize seus poderes quase ilimitados para barrar os governadores que não reconheçam sua autoridade.

Nesta quarta-feira, 18 chavistas ergueram a mão e prometeram defender a Constituição da Venezuela, ao lado de uma imagem do ex-presidente Hugo Chávez.

Durante a cerimônia, a presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, exaltou Maduro por ter "derrotado o império" e "dirigido as batalhas com audácia e responsabilidade, com compromisso de pátria, com consciência revolucionária".

Nas eleições regionais realizadas no domingo passado (15/10), o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente, conquistou o governo de 18 dos 23 estados do país. A oposição, que aparecia à frente nas pesquisas de opinião, denunciou o pleito como fraudulento.

"Não reconhecemos os resultados anunciados pelo CNE [Conselho Nacional Eleitoral]", afirmou na ocasião o chefe de campanha da MUD, Gerardo Blyde, sinalizando que a aliança opositora pedirá uma auditoria de todo o processo eleitoral.

O último estado a divulgar seus resultados foi o de Bolívar, nesta quarta-feira, anunciando a vitória do chavista Justo Noguera Pietri, por uma diferença de cerca de 1.400 votos. O candidato da oposição, Andres Velasquez, chegou a liderar a apuração na segunda-feira. O anúncio do resultado levou manifestantes às ruas nesta quarta.

Em tese, a oposição controla dois estados a mais do que nas últimas eleições. Mas, em meio à grave crise econômica e política na Venezuela, o antichavismo dava como provável que conseguiria avançar nos estados, de modo a mostrar força antes do pleito presidencial de 2018.

Nesta quarta-feira, o líder opositor Freddy Guevara reconheceu que os resultados das eleições regionais devem provocar "uma revisão e autocrítica" por parte dos opositores. Ele convocou os antichavistas a somarem forças em prol de uma "reunificação da oposição" contra Maduro.

EK/ap/lusa/efe/ots

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