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Ministros do G7 posam durante cúpula em Königswinter, na Alemanha
Ministros do G7 estiveram reunidos por dois dias em cúpula em Königswinter, nos arredores de Bonn, na AlemanhaFoto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images
ConflitosUcrânia

G7 anuncia quase 20 bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia

20 de maio de 2022

Apoio bilionário visa amparar economia de Kiev, gravemente afetada pela invasão russa. Situação financeira do país não pode influenciar sua capacidade de se defender com sucesso, diz ministro alemão.

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Os ministros das Finanças do G7 concordaram em fornecer 19,8 bilhões de dólares em ajuda econômica à Ucrânia, em meio à guerra travada pela Rússia. O anúncio foi feito ao fim de uma cúpula em Königswinter, nos arredores de Bonn, na Alemanha, nesta sexta-feira (20/05).

A invasão russa da Ucrânia afetou severamente a capacidade de Kiev de cobrar impostos, e estima-se que o governo precisará de 15 bilhões de euros nos próximos três meses para continuar funcionando. O auxílio financeiro deve ser usado, por exemplo, para pagar salários de funcionários públicos e manter os serviços públicos enquanto a guerra continua.

Em comunicado, os ministros das sete maiores economias do mundo disseram que o pacote bilionário visa "ajudar a Ucrânia a fechar sua lacuna financeira e continuar garantindo a prestação de serviços básicos ao povo ucraniano".

"Concordamos que a situação financeira da Ucrânia não deve ter influência na capacidade ucraniana de se defender com sucesso", afirmou o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, que foi o anfitrião da cúpula uma vez que a Alemanha ocupa a presidência rotativa do G7. "Estamos com a Ucrânia durante esta guerra e depois dela, e estamos prontos para fazer mais."

Na quinta-feira, a Alemanha anunciou que contribuiria com 1 bilhão de euros em subsídios como parte do pacote do G7 – grupo que inclui ainda Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Guerra em foco na cúpula

A invasão russa se fez presente em quase todos os tópicos discutidos durante as reuniões da cúpula nesta semana, desde a necessidade de reduzir a dependência da energia russa a uma mudança nas relações entre os países a fim de manter a estabilidade econômica.

"A guerra de agressão da Rússia está causando perturbações econômicas globais, impactando a segurança do fornecimento global de energia, produção de alimentos e exportação de alimentos e commodities agrícolas, bem como o funcionamento das cadeias de suprimentos globais em geral", disse o comunicado do G7.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e outros líderes falaram nesta semana sobre a necessidade de os aliados reunirem auxílio financeiro adicional suficiente para ajudar Kiev a "passar" pela invasão russa.

"Todos nós nos comprometemos a fazer o que for necessário para preencher a lacuna", disse Yellen na quinta-feira, ao fim do primeiro dos dois dias de reuniões. "Vamos reunir os recursos de que eles precisam."

Fundo europeu?

O governo da Alemanha, contudo, descartou a ideia de criar um esquema conjunto de empréstimos da União Europeia (UE) para cobrir os custos de reconstrução da Ucrânia após a guerra – uma ideia que havia sido lançada por autoridades europeias no início desta semana.

"Haverá um momento, mais cedo ou mais tarde, em que teremos que olhar para o financiamento em escala europeia, como fizemos com a covid", disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, em Bruxelas na quarta-feira.

Timmermans se referia ao fundo de recuperação pós-pandemia de 800 bilhões de euros promovido pela UE, chamado "Next Generation", que está sendo financiado por dívida conjunta.

"Se houver qualquer consideração de fazer algo como o 'Next Generation' novamente, então a resposta teria que ser não. Essa foi uma oportunidade única", rebateu Lindner.

A Comissão da UE, no entanto, propôs um pacote de 9 bilhões de euros em empréstimos de "assistência macrofinanceira" para a Ucrânia, que visa "sustentar serviços básicos, atender às necessidades humanitárias e consertar a infraestrutura destruída mais essencial".

ek/lf (AP, AFP, Reuters, dpa)