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General Fernando Azevedo e Silva
Azevedo e Silva ressaltou que o momento exige "entendimento e esforço de todos os brasileiros"Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Militares obedecem à Constituição, diz Ministro da Defesa

21 de abril de 2020

Após críticas à participação de Bolsonaro em ato pró-intervenção militar, ministro Fernando Azevedo e Silva divulga comunicado afirmando que Forças Armadas trabalham para "manter a paz e a estabilidade do país".

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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que as Forças Armadas trabalham para "manter a paz e a estabilidade do país, sempre obedientes à Constituição Federal", em nota enviada à imprensa da noite desta segunda-feira (20/04), um dia após o presidente Jair Bolsonaro participar de um ato em Brasília em que foi defendida uma intervenção militar no país.

O ministro ressaltou que o momento exige "entendimento e esforço de todos os brasileiros", destacando que nenhum país está preparado para uma pandemia.

O comunicado diz também que "essa realidade requer adaptação das capacidades das Forças Armadas para combater um inimigo comum a todos: o coronavírus e suas consequências sociais. É isso o que estamos fazendo".

Neste domingo, data em que foi celebrado o Dia do Exército, Bolsonaro discursou em frente ao quartel-general do Exército em Brasília para um grupo de apoiadores que seguravam cartazes e faixas pedindo "intervenção militar com Bolsonaro no poder" e a edição de um novo AI-5, o ato institucional da ditadura militar que marcou o início da fase mais brutal do regime.

"Agora é o povo no poder", disse o presidente, de cima de uma caminhonete. "Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação pelo Brasil", completou.

A participação de Bolsonaro na manifestação e seu discurso causaram repúdio entre organizações civis, políticos e instituições do país.

Em reunião com ministros do núcleo militar depois do protesto, Bolsonaro ouviu, segundo a Folha de S. Paulo, a avaliação de que sua presença no ato foi algo que poderia ter sido evitado. De acordo com o jornal O Globo, a ação do presidente no domingo fez com que generais da reserva se mobilizassem para tentar contornar a tensão entre os Poderes.

MD/ots

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