Forças Armadas alemãs: tropa global com problemas locais | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 16.09.2008
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Alemanha

Forças Armadas alemãs: tropa global com problemas locais

As Forças Armadas alemãs estão presentes em 11 missões pelo mundo, do Afeganistão ao Sudão, talvez em breve também na caça de piratas. O que os soldados mais desejam é: apoio.

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Cerca de 34 mil soldados das Forças Armadas alemãs participam de missões internacionais, diz porta-voz

A caça a piratas ainda não é tarefa das Forças Armadas alemãs, mas isto deve mudar em breve. Após numerosos assaltos a navios europeus, a União Européia quer dar um fim à pirataria nas costas da Somália. Na segunda-feira (15/09), os ministros europeus do Exterior decidiram que uma missão para acabar com os corsários deverá ser iniciada. Provavelmente, a Marinha alemã tomará parte – afinal de contas ela já está presente no Chifre de África.

"Dar apoio"

Auslandseinsätze der Bundeswehr Stand 03.09.2008 Brasilianisch Brazil Quelle: Bundeswehr, Grafik DW/Olof Pock

Missões internacionais das Forças Armadas alemãs. Status de 03.09.2008.

No momento, as Forças Armadas alemãs participam de 11 missões em todo o mundo. O gabinete de governo já dera sua anuência em agosto último e o Parlamento alemão deverá confirmar, nesta terça-feira (16/09), a prorrogação por mais um ano das missões que executam sob mandato da ONU. Um apoio que Reinhold Robbe deseja obter. Por lei, o encarregado federal das Forças Armadas junto ao Bundestag representa, praticamente, a voz dos soldados.

Ele espera, pelo menos, um apoio moral para as Forças Armadas – especialmente em tempos de perigos crescentes e recursos minguantes. "Os soldados representam os interesses alemães por todas as partes, empregando sua vida e sua saúde. Uma grande maioria no Bundestag fortalece sua situação legal e sua condição psicológica."

O caráter, o volume, a duração e o comando das missões internacionais são completamente diferentes. Na Bósnia-Herzegóvina, a Eufor (força militar da União Européia) comanda 850 soldados alemães. No Afeganistão, a Otan chefia a Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança), à qual pertence mais de 2.700 membros das Forças Armadas alemãs. Também a Kfor, do Kosovo, está subordinada à Otan com 2.858 soldados, enquanto a Operação Enduring Freedom com 250 soldados no Chifre da África é dirigida diretamente pelos EUA.

Dos mandatos da ONU a ser prolongado, o maior pertence à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que age contra o contrabando de armas na região. Os alemães participam com um barco draga-mina, um barco caça-mina, um navio de provisões e 230 soldados. O Bundestag aprovou a missão em 2006, após a guerra dos 33 dias, prorrogando-a mais tarde até setembro de 2008.

Missão de uma só pessoa no sul do Sudão

Na missão Unmis, das Nações Unidas, 39 soldados desarmados e cinco policiais alemães ajudam a implementar o acordo de paz no sul do Sudão. Ainda mais modesta é a contribuição alemã à Unamid em Darfur, onde desde 2003 já foram mortos pelo menos 300 mil civis. A tarefa da missão é proteger a população e garantir a efetuação do acordo de paz de maio de 2006. A Unamid deverá englobar 26 mil homens, embora some até hoje apenas um terço deste contingente. Falta a vontade política, comentou o antigo secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O mandato permitiria às Forças Armadas alemãs o envio de 250 soldados para ajudar no transporte aéreo, na logística e no treinamento. No momento, lá se encontra somente um único oficial em ação. Em breve, deverão juntar-se a ele sete outros militares e seis policiais.

Auslandseinsätze der Bundeswehr UNIFIL Deutschen Fregatte Bayern in den Gewässern vor Beirut Libanon

Navios alemães estão presentes na costa do Líbano

"Nós calculamos que 34 mil soldados participam diretamente das missões", informou o capitão-de-fragata Roland Vogler-Wandler, porta-voz das Forças Armadas no quartel de comando de Potsdam, que coordena as missões pelo mundo. Mesmo assim, a falta de pessoal acontece freqüentemente. "Existe uma grande carência de pessoal especializado, como médicos, pilotos de helicópteros, especialistas em computador e oficiais superiores", comentou.

A conseqüência desta falta é que os soldados devidamente qualificados têm que permanecer mais tempo ou mais freqüentemente em ação do que o previsto, como assinalou o relatório anual do encarregado federal das Forças Armadas alemãs de 2007.

"Falta crônica de financiamento"

Há muito que as Forças Armadas são afetadas pela falta de equipamento ou por materiais obsoletos. "As Forças Armadas sofrem de falta crônica de financiamento e precisam de mais dinheiro de qualquer maneira." Falta tudo, de camisetas para o clima tropical até automóveis blindados. Soldados no Afeganistão tiveram até mesmo que comprar do próprio bolso equipamentos que precisavam com urgência.

Conta-se que, pelo lado da Marinha, navios foram "canibalizados". "Peças importantes foram retiradas de barcos que retornavam de missões para equipar outros navios antes que partissem para ação."

Na luta contra os piratas, os navios partiriam de qualquer maneira. Mas o que ainda falta é vontade política. Até o final do ano, a atuação de navios de guerra europeus nas costas da Somália deverá ser decidida. A participação da Alemanha exigirá ainda a aprovação do Bundestag.

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