Flávio Bolsonaro diz que testou positivo para covid-19 | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 25.08.2020

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Coronavírus

Flávio Bolsonaro diz que testou positivo para covid-19

Senador é o quarto membro da família do presidente Jair Bolsonaro a ser infectado pelo coronavírus. Segundo assessores, ele passa bem, está sem sintomas e cumpre isolamento.

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro estaria tomando cloroquina

O senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, testou positivo para a covid-19, informou nesta terça-feira (25/08) sua assessoria de comunicação. Ele é o quarto membro da família do presidente a ser infectado pelo novo coronavírus.

O senador está em isolamento em sua residência em Brasília e passa bem. Segundo seus assessores, ele está tomando hidroxicloroquina e azitromicina – medicamentos cuja eficácia contra a covid-19 não foram comprovadas cientificamente – desde a segunda-feira e não apresenta sintomas da doença.

O presidente e a primeira-dama, Michelle, também foram infectados. Bolsonaro foi diagnosticado com o vírus no início de julho. Durante as quase três semanas em que esteve infectado, Bolsonaro, que minimizou sistematicamente a pandemia, cumpriu, porém, um isolamento frouxo, chegando a confraternizar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada e passear nos jardins do palácio enquanto funcionários trabalhavam.

Flávio é o segundo filho do presidente a ser diagnosticado com covid-19. Na semana passada, seu meio-irmão, Jair Renan, confirmou que também havia sido infectado. Sua mãe, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do presidente, afirmou em redes sociais que ele já estaria recuperado. Ela disse que seu filho também se tratou com hidroxicloroquina.

Em abril, Jair Renan chegou a afirmar em mensagem de vídeo compartilhada nas redes sociais que a pandemia não existia e disse se tratar de uma "gripezinha", assim como seu pai já havia feito no início na epidemia no país, que já matou mais de 115 mil pessoas no Brasil.

Apesar da falta de comprovação médica da eficácia da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento contra o coronavírus, o presidente, em várias ocasiões, defendeu o uso do medicamento, normalmente utilizado no tratamento contra a malária.

Nesta segunda-feira, ele elogiou um grupo de médicos que receitaram os fármacos no estágio inicial da doença e afirmou, novamente sem apresentar provas, que isso poderia ter poupado boa parte dos 115 mil mortos no Brasil em razão da epidemia.

"Se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muitas vidas poderiam ter sido salvas", declarou. Mesmo com o Brasil na segunda colocação do ranking dos países mais afetados em todo o mundo, apenas atrás dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que o país está "vencendo a covid-19".

No início do mês, o Ministério Público (MP) pediu a abertura de um inquérito para apurar se houve superfaturamento na compra de insumos para fabricação dos comprimidos de cloroquina pelo Exército brasileiro.

O processo apura ainda a responsabilidade direta do presidente na decisão de aumentar expressivamente a produção de cloroquina "sem que haja comprovação médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da covid-19", afirma o pedido do MP.

Já Flávio Bolsonaro está sendo investigado sob suspeita de envolvimento num esquema conhecido como "rachadinha",  – prática ilegal através da qual os funcionários de parlamentares são coagidos a devolver parte de seus salários –  que teria ocorrido em seu gabinete na época em que ele atuava como deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Seu ex-assessor e amigo pessoal do presidente Fabrício Queiroz está preso, suspeito de comandar o esquema.

RC/ots

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