Filha de Roberto Jefferson será ministra do Trabalho | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 03.01.2018
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Brasil

Filha de Roberto Jefferson será ministra do Trabalho

Nome da deputada Cristiane Brasil é anunciado após reunião entre presidente nacional do PTB e Temer. Ela é citada nas delações da Odebrecht, acusada de receber 200 mil reais em caixa dois de campanha.

Cristiane Brasil é deputada federal pelo PTB

Cristiane Brasil é deputada federal pelo PTB

O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira (03/01) que a deputada federal Cristiane Brasil (PTB) vai assumir o ministério do Trabalho. Ela é filha do presidente nacional do partido, Roberto Jefferson.

A confirmação veio após Jefferson ter anunciado a escolha da filha, depois de uma reunião com o presidente Michel Temer. Segundo o líder do PTB, o nome não foi uma indicação e surgiu durante a conversa.

"Eu vim discutir outros nomes, estávamos pensando em três [outros deputados]. Aí roda pra cá, roda pra lá. Então se falou: 'Roberto, e a Cristiane? Por que não?' Aí foi da cabeça do presidente ", afirmou Jefferson.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou, porém, que a escolha de Temer ocorreu após uma indicação oficial feita pelo PTB.

Em entrevistas a jornalistas, Jefferson disse, entre lágrimas, que a indicação era um resgate da imagem de sua família. O político foi um dos protagonistas do mensalão e o primeiro a delatar o esquema de compra de votos de parlamentares. Ele foi condenado a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e chegou a ser preso.

Já Cristiane foi citada na delação da Odebrecht, acusada de ter recebido 200 mil reais em caixa dois de campanha. Segundo o ex-diretor da empreiteira no Rio de Janeiro Leandro Andrade, o dinheiro foi entregue a própria deputada em 2012, quando ela concorreu ao cargo de vereadora na cidade.  Na época da divulgação do depoimento, no ano passado, Cristiane negou as acusações.

A deputada assume a pasta que foi comandada por Ronaldo Nogueira, que pediu demissão há uma semana para se candidatar nas eleições deste ano. Ela foi indicada após o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB) encontrar resistência do PMDB do Maranhão e ter sido vetado por José Sarney. O ex-presidente nega, porém, ter impedido a nomeação de Fernandes.

Mais uma demissão

Pouco antes da nomeação para o Ministério do Trabalho, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, pediu demissão nesta quarta-feira. Em carta, ele afirmou que deixou a pasta para se candidatar a um mandato de deputado federal e alegou ainda questões pessoais. Pereira é presidente licenciado do PRB.

Essa demissão foi a terceira baixa no ministério de Temer em menos de um mês. Além de Pereira e Nogueira, o então ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão no início de dezembro.

Pereira esteve no comando do ministério desde maio de 2016, quando Temer assumiu a presidência interinamente após o afastamento de Dilma Rousseff. Ele responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) em que é acusado de ter recebido ilicitamente 7 milhões de reais da construtora Odebrecht para o PRB e é suspeito de ter recebido propina da JBS.

CN/abr/lusa/ots

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