Ferrovia alemã entra com liminar contra greve de maquinistas | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 02.09.2021

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Alemanha

Ferrovia alemã entra com liminar contra greve de maquinistas

Paralisações dos ferroviários vêm causando dores de cabeça a milhares de usuários da Alemanha, há semanas. Fracasso das negociações leva operadora Deutsche Bahn a acionar o sindicato dos grevistas.

Homem aguarda sozinho em plataforma de trens, sentado de cabeça baixa e braços cruzados em cima da mala.

Alemanha enfrenta terceira greve ferroviária em poucas semanas

A companhia estatal ferroviária da Alemanha, a Deutsche Bahn (DB), entrou nesta quinta-feira (02/09) com uma liminar no Tribunal da Justiça do Trabalho, em Frankfurt. contra a greve de seus funcionários, após o fracasso das negociações entre as partes.

O Sindicato dos Maquinistas da Alemanha (GDL) ampliou a greve planejada inicialmente para os trens de carga, paralisados desde a quarta-feira, e incluiu nesta quinta-feira os trens de passageiros, depois de rejeitar a última oferta da empresa. As paralisações estão marcadas para durar até a madrugada da próxima terça-feira.

Essa greve é a terceira e mais longa na atual confrontação entre o sindicato e a companhia. "Essa disputa trabalhista é, obviamente, mais sobre questões políticas e legais do que sobre encontrar soluções na mesa de negociações para melhores condições de trabalho”, declarou em nota a DB.

Impasse nas negociações

O GDL, que já organizou duas outras greves da categoria em agosto, exige um aumento de 3,2% no salário dos maquinistas, além de um bônus de 600 euros (3.670 reais).

Na noite de quarta-feira, a Deutsche Bahn oferecera o pagamento de um bônus de até 600 euros associado à covid-19, e propôs um prazo de 36 meses para as negociações de um acordo coletivo. Antes, a empresa havia proposto um prazo de 40 meses, sem especificar o valor do bônus.

Entretanto a oferta não bastou para que as lideranças sindicais suspendessem a greve. O GDL se recusa a aceitar prazo superior a 28 meses e exige 1,7% de aumento já a partir de 2022. Afirmando ter acatado as demandas centrais do GDL, a DB argumenta que não há necessidade de os maquinistas estarem em greve.

"O direito à greve é um bem valioso, Entretanto as greves só são permitidas se se mantêm âmbito das leis vigentes, o que, na nossa opinião, não é o caso nesta da GDL”, afirmou o diretor de Recursos Humanos da companhia, Martin Seiler.

A Deutsche Bahn recomenda aos usuários que cancelem suas viagens. As passagens de longa distância compradas para o período da greve permanecerão válidas

rc/av (DPA, Reuters)

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