FBI investiga alegações de corrupção na Fundação Clinton | Notícias internacionais e análises | DW | 06.01.2018
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Estados Unidos

FBI investiga alegações de corrupção na Fundação Clinton

Críticos acusam entidade comanda por Bill e Hillary Clinton de aceitar doações em troca de favores políticos. Porta-voz da ex-secretária de Estado sugere motivação política por parte de Trump.

Hillary, a filha Chelsea e Bill Clinton em evento da Fundação Clinton em 2013

Hillary, a filha Chelsea e Bill Clinton em evento da Fundação Clinton em 2013

O FBI está investigando se a Fundação Clinton aceitou doações em troca de favores políticos quando Hillary Clinton era secretária de Estado, confirmaram fontes ligadas à investigação nesta sexta-feira (05/01). Outra parte do inquérito analisa conformidade com as leis tributárias.

Não está claro quando ou por que a investigação teve início, mas as fontes afirmaram à agência de notícias Associated Press que ela está em curso há meses, comandada por procuradores e agentes do FBI em Little Rock, Arkansas, onde a fundação tem escritórios. As fontes falaram em condição de anonimato.

O jornal The Hill, que cobre assuntos do Congresso e do governo federal, foi o primeiro a noticiar a investigação. A revelação foi feita após o presidente Donald Trump e congressistas republicanos pressionarem o Departamento de Justiça a analisar alegações de corrupção envolvendo a Fundação Clinton.

Críticos acusam a família Clinton de usar a fundação – comandada pelo ex-presidente Bill Clinton e a esposa – para enriquecer e dar aos doadores acesso privilegiado ao Departamento de Estado quando Hillary era secretária de Estado (2009-2013). Procuradores em Washington manifestaram, em 2016, desinteresse em trabalhar com o FBI na investigação sobre a entidade, afirmando ter preocupações em relação à consistência das evidências.

Desvio de atenção

Trump pediu repetidamente por uma investigação sobre Hillary, que foi sua rival democrata nas últimas eleições, assim como sobre os assessores dela e a Fundação Clinton. Democratas afirmam que o republicano está tentando desviar a atenção de investigações sobre um suposto envolvimento de sua campanha presidencial com tentativas da Rússia de influenciar a eleição de 2016.

Em 2016, uma investigação sobre o uso de um servidor de e-mail pessoal por Hillary quando era secretária de Estado se tornou assunto frequente na batalha eleitoral contra Trump, apesar de acusações contra ela nunca terem sido formalizadas.

Em novembro passado, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, pediu que procuradores federais analisassem uma série de queixas republicanas e determinassem se um conselho especial deveria ser nomeado para examinar as alegações de que a Fundação Clinton se beneficiou de uma transação de urânio da era Barack Obama envolvendo uma estatal russa.

Outra investigação sobre a Fundação Clinton foi arquivada em 2016, segundo o The Hill. O porta-voz de Hillary, Nick Merrill, classificou a reabertura do inquérito de "vergonhosa”, sugerindo que esta teria motivação política.

"Vamos chamar isso do que é: uma vergonha. Esta é uma filantropia que realiza trabalhos que mudam vidas”, disse Merrill.

Um porta-voz da fundação, Craig Minassian, também disse que a instituição foi alvo de alegações politicamente motivadas e que repetidas vezes essas alegações se provaram falsas.

A Fundação Clinton se dedica a uma série de questões, incluindo mudanças climáticas, direitos das mulheres e saúde pública, especialmente em países pobres.

LPF/ap/dpa

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