Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 17.05.2018
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Brasil

Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros

Dados do IBGE revelam maior taxa de subutilização da força de trabalho no país desde 2012, equivalente a um quarto dos trabalhadores. Dados evidenciam contraste entre regiões do país.

Trabalhador em construção

Maiores taxas de subutilização foram registradas na Bahia, no Piauí, em Alagoas e no Maranhão

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (17/05) apresentam uma taxa recorde de subutilização da força de trabalho no Brasil no primeiro trimestre de 2018, revelando um acentuado contraste entre o norte e o sul do país.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada pelo IBGE, 27,7 milhões de brasileiros – 24,7% da força de trabalho nacional – estão subutilizados, termo que abrange os desempregados; os que gostariam de de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego; e aqueles que estão disponíveis para trabalhar mais horas, mas não encontram meios de fazê-lo. Este é o maior percentual registrado no país desde o início dos levantamentos, em 2012.

As maiores taxas de subutilização foram registradas na Bahia (40,5%), Piauí (39,7%), Alagoas (38,2%) e Maranhão (37,4%). Os estados que apresentam as menores taxas são o Paraná (17,6%), Mato Grosso (16%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Santa Catarina (10,8%).

Segundo a Pnad, o número de desalentados no país – os que desistiram de encontrar trabalho – é de 4,6 milhões (4,1% da força de trabalho), registrando um aumento em relação aos 4,3 milhões do último trimestre de 2017. As pessoas nessa condição não conseguiram emprego por falta de experiência ou de qualificação, por serem jovens ou idosos demais ou por não haver trabalho onde moram.

O percentual de desalentados é maior na região Nordeste do país, chegando a 9,7% da força de trabalho. Somente em Alagoas, 17% da força de trabalho está nessas condições, e no Maranhão, 13,3%. No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, a taxa é de apenas 0,8%.

A taxa de desemprego registrada no primeiro trimestre de 2018 foi de 13,1%, aumentando em todas as regiões em comparação com o 4º trimestre de 2017.  Os dois maiores aumentos foram registrados na região Norte (de 11,3% para 12,7%) e Nordeste (de 13,8% para 15,9%). No Sudeste essa taxa aumentou de 12,6% para 13,8%; no Sul, de 7,7% para 8,4% e no Centro-Oeste de 9,4% para 10,5%. Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões.

As maiores taxas de desemprego entre os estados foram registradas no Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). As menores foram registradas em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

Os menores percentuais de empregos com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada – exceto domésticos – estavam nas regiões Nordeste (59,7%) e Norte (62,9%), e o maior, no Sul (83,3%). Somente no Norte esse índicecresceu em relação ao 1º trimestre de 2017, subindo de 59,9% para os 62,9% atuais.

As regiões Norte e Nordeste apresentaram o maior percentual de trabalhadores autônomos (32,4% e 29%, respectivamente). Já as regiões Sudeste (70,5%) e Centro-Oeste (70,1%) apresentaram participação maior de pessoas empregadas.

RC/abr/ots

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