Falta de papel higiênico em supermercados é culpa dos jovens | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 02.05.2020

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Alemanha

Falta de papel higiênico em supermercados é culpa dos jovens

Pesquisa realizada com mil cidadãos da Alemanha mostra que quem mais estoca produtos na crise do coronavírus tem entre 18 e 29 anos. Nível educacional e salarial são também relevantes para esse comportamento.

Prateleira de supermercado meio vazia

Desinfetantes também são disputados na crise da pandemia

Prateleiras de supermercados vazias de papel higiênico e macarrão se tornaram uma imagem icônica da crise do coronavírus. Segundo pesquisa realizada na Alemanha, os jovens adultos são os principais responsáveis pela carestia.

Num estudo da companhia de análise de mercado Nielsen, divulgado neste sábado (02/05), 53% dos consultados entre18 e 29 anos e 51% entre 30 e 39 anos admitiram ter comprado mais comida, papel higiênico e sabão do que normalmente, durante a pandemia. Em comparação, apenas 19% dos maiores de 60 anos e 24% dos cinquentões reforçaram seus estoques.

A Nielsen revelou, ainda que unidades residenciais maiores, sobretudo com crianças, e consumidores de nível educacional mais alto tenderam a comprar mais produtos, ao contrário das casas de nível salarial mais baixo.

Na pesquisa realizada em meados de abril com cerca de mil cidadãos alemães, cerca de 43% dos entrevistados entre 18 e 29 anos afirmou ter igualmente feito estoque de remédios, contra 15% e 9% daqueles na casa dos 50 e 60 anos, respectivamente.

Já desde o início de março, antes mesmo da imposição de medidas de confinamento, as grandes cadeias de supermercados da Alemanha registravam uma corrida aos enlatados e outros alimentos conserváveis, e muitos limitaram a compra de papel higiênico a um pacote por cliente. Dois meses depois, arroz, leguminosas e farinha de trigo continuam sendo artigos raros em grande parte dos estabelecimentos.

Líquidos e não perecíveis

Em 2016, o Departamento Federal de Proteção Civil e Assistência a Desastres (BBK), com sede em Bonn, publicou uma lista de alimentos não perecíveis e recomendações sobre a manutenção de estoques para emergências, aconselhando a população a ter armazenada comida e bebida para cerca de dez dias.

Especialmente importante seria estocar água mineral e suco de frutas em particular, já que um ser humano precisa de 14 litros de líquido por semana. Aconselháveis são também alimentos que possam ser consumidos por muito tempo, sem necessidade de refrigeração.

O BBK enfatiza a necessidade de prestar atenção às datas de validade e marcar quando os itens foram comprados, se não têm datas impressas, além de aconselhar a "armazenar itens alimentares recém-comprados na parte de trás do armário, a fim de consumir primeiro os mais antigos".

AV/ots,dw

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