Facebook apaga publicação de Trump sobre covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 06.10.2020

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Estados Unidos

Facebook apaga publicação de Trump sobre covid-19

Já Twitter oculta mensagem mentirosa do presidente americano, que disse que a covid-19 é menos letal do que a gripe.

USA Trump verlässt Krankenhaus

Trump após voltar à Casa Branca na segunda-feira. Mesmo doente, ele tirou a máscara e voltou a minimizar gravidade da pandemia

O Facebook e o Twitter penalizaram publicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (06/10), por minimizarem os perigos da covid-19.

Um dia depois de receber alta do hospital onde foi internado com covid-19, Trump usou as duas redes sociais para apontar de maneira enganosa que o novo coronavírus é menos letal do que a gripe.

"Vamos fechar nosso país? Não, aprendemos a conviver com ela, assim como estamos aprendendo a conviver com a covid, que na maioria das populações é muito menos letal", acrescentou.

O coronavírus matou cerca de 210 mil pessoas nos Estados Unidos desde fevereiro. A gripe sazonal causou, entretanto, entre 22 mil e 51 mil mortes anuais no país nos últimos cinco anos.

O Facebook excluiu a publicação. "Removemos informações incorretas sobre a gravidade da covid-19, por isso removemos sua postagem", disse a rede social.

Já o Twitter manteve a mensagem, mas ocultou o texto e inclui uma mensagem indicando que Trump estava infringindo as regras sobre "informações enganosas e potencialmente perigosas relacionadas à covid-19" e adicionou um link com informações confiáveis.

Depois de deixar o hospital na segunda-feira, onde recebeu tratamento para combater o coronavírus durante três dias, Trump tirou a máscara assim que chegou à Casa Branca e prometeu voltar rapidamente à campanha para as eleições de 3 de novembro. Pouco antes, ele voltou a minimizar a pandemia ao afirmar que os americanos não deveriam temer o vírus, apesar das 210 mil mortes causadas pela covid-19 no país.

Em agosto, o Facebook já havia retirado do ar um vídeo do presidente em que ele afirmava que as crianças "são quase imunes" ao vírus, informação que a rede social descreveu como "desinformação prejudicial sobre a covid".

De acordo com um estudo da Universidade Cornell, nos EUA, "o presidente dos EUA foi provavelmente o maior impulsionador da desinformação em torno da covid-19". A pesquisa apontou que ele impulsionou a divulgação de quase 40% das informações erradas que circularam.

Trump não é o único presidente que já teve publicações excluídas ou sancionadas no Facebook ou no Twitter. Em março, as duas redes apagaram vídeos publicados pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro que também minimizavam a pandemia.

Antes de Bolsonaro, o Twitter só havia agido contra publicações de contas ligadas ao venezuelano Nicolás Maduro e ao "líder supremo" do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Maduro foi sancionado dias antes de Bolsonaro, por propagandear na rede, entre outras coisas, uma suposta cura caseira contra a covid-19: uma mistura contendo capim-santo, gengibre, pimenta-do-reino, limão e mel.

Já Khamenei foi sancionado por uma mensagem em que afirmava que uma fatwa (sentença religiosa) conclamando o assassinato do escritor anglo-indiano Salman Rushdie ainda continuava em vigor.

JPS/ots/afp

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