Ex-juiz alemão denuncia Gauland por incitação ao ódio racial | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 29.08.2017
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Alemanha

Ex-juiz alemão denuncia Gauland por incitação ao ódio racial

Em denúncia apresentada à promotoria, jurista acusa líder populista de direita por declaração sobre comissária de integração. Durante evento, político disse que Aydan Özoguz poderia ser "descartada na Anatólia".

Gauland é um dos integrantes mais proeminentes da AfD

Gauland é um dos integrantes mais proeminentes da AfD

O ex-juiz da Corte Federal de Justiça da Alemanha Thomas Fischer apresentou uma denúncia contra o líder do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alexander Gauland, por incitação ao ódio racial.

A acusação, encaminhada à Promotoria Pública de Mühlhausen, é referente às declarações de Gauland sobre a comissária de integração do governo federal, Aydan Özoguz.

Durante um evento de campanha em Eichsfeld, na Turíngia, o líder populista de direita disse que Özoguz, que tem raízes turcas, poderia ser "descartada na Anatólia". O comentário foi uma resposta à comissária, que tinha dito que "uma cultura especificamente alemã, além do idioma, simplesmente não é identificável".

O populista pediu aos presentes no evento para convidarem Özoguz a visitar Eichsfeld e mostrá-la o que é específico da cultura alemã. "Depois ela nunca mais virá aqui e nós poderemos então descartá-la na Anatólia, graças a Deus", afirmou.

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Na denúncia de cinco páginas, o jurista classificou a declaração como uma ofensa à dignidade humana por meio do ultraje e desdém maldoso e afirmou que o vídeo do discurso rebate a defesa de Gauland que alegou ter formulado o comentário espontaneamente.

Posteriormente, em meio a críticas, Gauland recuou no uso da palavra "descartar", mas manteve a linha de suas observações em entrevistas à imprensa alemã.

As declarações foram duramente críticas pela chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, que condenou como "racista" o comentário, e pelo seu principal oponente na eleição, o socialdemocrata Martin Schulz, que parabenizou a denúncia feita pelo ex-juiz.

Ex-membro da ala mais dura do partido de Merkel, Gauland, de 76 anos, é um dos integrantes mais proeminentes da AfD e já foi acusado outras vezes de fazer comentário racistas. Numa das declarações, o alvo do populista foi o zagueiro Jérôme Boateng. Ele declarou que "as pessoas o acham um bom jogador de futebol, mas não querem um Boateng como vizinho".

CN/rtr/ots

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