Eurogrupo marca reunião emergencial para discutir crise no Chipre | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 23.03.2013
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Eurogrupo marca reunião emergencial para discutir crise no Chipre

Negociações do governo cipriota com a troica avançam, mas ajuda financeira ao país ainda é incerta. Parlamento aprova medidas para evitar escoamento de dinheiro para fora do país após anúncio de tributo sobre poupanças.

O governo do Chipre reuniu-se neste sábado (23/03) com representantes da troica – formada pela União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – para discutir sobre a concessão de ajuda financeira ao país. Segundo o ministro cipriota das Finanças, Michalis Sarris, houve um significativo progresso nas negociações.

Sarris estava otimista e disse que faltam apenas poucas questões para serem esclarecidas sobre os bancos. O tema central das conversas foi o imposto compulsório sobre as poupanças do maior banco do país, o Banco do Chipre. O governo em Nicósia propôs uma taxa de 25% sobre todas as poupanças com mais de 100 mil euros. Ainda não se sabe, no entanto, quando esta proposta será apresentada e votada pelo parlamento.

Na sexta-feira, os parlamentares aprovaram várias restrições ao fluxo de capital, a fim de evitar o escoamento de dinheiro para o exterior, após a reabertura dos bancos – que deve acontecer na próxima terça-feira. Além disso, foi aprovada também a criação de um "fundo de solidariedade" para a recapitalização das instituições bancárias e uma lei para reestruturação deste setor.

Zypern Krisengespräche beim Präsidenten Anastasiades in Nikosia

Presidente do Chipre, Nikos Anastasiades, deve apresentar à troica plano alternativo

Esse fundo será preenchido com recursos da previdência social e da Igreja ortodoxa do país, entre outros. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, havia declarado anteriormente que a ingerência na previdência social deveria ser recusada. Segundo Merkel, a UE não apoiaria a estatização dos fundos de pensão cipriotas.

Uma das condições do BCE para a liberação do empréstimo de 10 bilhões de euros ao país é a contribuição do Chipre com 5,8 bilhões de euros, investidos no fundo de solidariedade. O BCE suspenderá a assistência emergencial de liquidez aos bancos cipriotas no dia 25 de março, caso o governo não apresente uma proposta para a crise.

O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, anunciou que uma reunião de emergência para discutir a crise no Chipre foi marcada para este domingo (24/03). O presidente cipriota, Nikos Anastasiades, deve ir a Bruxelas apresentar o plano alternativo ao pacote de resgate europeu.

CN/dpa/rtr/ap
Edição: Mariana Santos

Leia mais