EUA sancionam russos por espionagem e ingerência em eleições | Notícias internacionais e análises | DW | 16.04.2021

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Mundo

EUA sancionam russos por espionagem e ingerência em eleições

Dez diplomatas russos são expulsos dos Estados Unidos, e grupo de pessoas e empresas é alvo de duras sanções. Rússia diz que ação é comportamento agressivo e também anuncia expulsão de dez diplomatas americanos.

Joe Biden e Vladimir Putin

Biden também propôs ao presidente russo uma cúpula bilateral nos próximos meses na Europa

O governo dos Estados Unidos impôs na quinta-feira (15/04) uma dura bateria de sanções a um grupo de pessoas e empresas da Rússia e expulsou dez diplomatas do país, em retaliação a atividades de espionagem cibernética e à ingerência em eleições americanas. Nesta sexta, Moscou anunciou que, em resposta, também expulsará dez diplomatas americanos e "recomendou" o regresso a Washington do embaixador dos EUA na Rússia, John Sullivan.

Sobre os dez membros da missão diplomática russa expulsos, o governo dos EUA apenas esclareceu que entre eles há representantes dos serviços de inteligência russos. Os Estados Unidos também sancionaram seis empresas de cibersegurança russas, as quais acusam de apoiar a inteligência do próprio país.

O governo americano culpou as agências espiãs russas Serviço Federal de Segurança, Diretoria de Inteligência e Serviço de Inteligência Estrangeira pelo grande ataque cibernético a sistemas governamentais e grandes empresas americanas através do programa SolarWinds.

Até agora, os EUA haviam apenas falado sobre suas suspeitas de que a Rússia estava por trás do ataque, supostamente iniciado em 2019, mas nesta quinta-feira garantiram que seus serviços de inteligência estão completamente seguros dessa acusação.

Washington também sancionou 16 empresas e 16 indivíduos russos por supostamente interferirem nas eleições de 2020 nos EUA "sob ordens da liderança do governo russo".

O governo Biden, em colaboração com União Europeia (UE), Reino Unido, Austrália e Canadá, também sancionou cinco pessoas, duas empresas e um centro de detenção devido à ocupação russa da região da Crimeia, na Ucrânia, e grave desrespeito dos direitos humanos da população local.

Todas as propriedades que os sancionados possam ter nos EUA estão bloqueadas, e americanos e pessoas residentes nos EUA estão proibidos de qualquer transação com as pessoas e entidades envolvidas.

Aceno de Biden a Putin

Biden já informara Putin sobre essas decisões durante a conversa por telefone que tiveram nesta semana, que o presidente americano descreveu como sincera e respeitosa.

Biden acenou ao Kremlin com um diálogo. "Deixei claro ao presidente Putin que poderíamos ter ido mais longe, mas escolhi não fazê-lo. Escolhi ser proporcional", disse o presidente americano em um discurso na Casa Branca sobre a Rússia. "Os Estados Unidos não estão procurando iniciar um ciclo de acirramento e conflito com a Rússia. Queremos uma relação estável e previsível", disse.

O presidente americano também disse ter deixado claro o compromisso dos Estados Unidos com a integridade territorial da Ucrânia.

Biden também propôs ao presidente russo uma cúpula bilateral nos próximos meses "em um terceiro país na Europa" para discutir a relação entre os dois países, mas Putin não respondeu a essa proposta.

"Quando falei com o presidente Putin, expressei minha crença de que a comunicação pessoal e direta é essencial para avançar em direção a uma relação mais efetiva, e ele concordou", declarou Biden. Ele disse que as duas nações poderiam lançar "um diálogo estratégico de estabilidade" para cooperar em áreas como controle de armas e segurança, "ameaças nucleares do Irã e da Coreia do Norte", a pandemia e a crise climática.

Resposta russa

Em resposta às medidas americanas, a Rússia convocou o embaixador dos EUA em Moscou, John Sullivan, para comunicá-lo de que as sanções são um comportamento agressivo e que uma resposta da Rússia seria inevitável. Nesta sexta-feira, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, acrescentou ter "recomendado" a Sullivan que retornasse a seu país para consultas, em meio à crise diplomática.

A sugestão foi mencionada durante uma coletiva de imprensa na qual Lavrov anunciou que Moscou vai expulsar dez diplomatas americanos do país, em retaliação à mesma medida de Washington.

"Dez diplomatas [russos] foram incluídos na lista que nos foi dada com o pedido de que deixassem os Estados Unidos. Vamos responder a essa medida reciprocamente, e pediremos a dez diplomatas americanos na Rússia que deixem o nosso país", afirmou o chefe da diplomacia russa. 

Lavrov disse ainda que Moscou vai adicionar outros oito funcionários americanos à lista de sanções e que vai restringir e impedir as atividades de organizações não governamentais dos Estados Unidos no país para evitar interferências na política da Rússia.

O ministro acrescentou que, embora Moscou tenha a possibilidade de tomar "medidas dolorosas" contra os negócios americanos na Rússia, isso não aconteceria neste momento. 

as/lf (Efe, AP, Lusa, Reuters)

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