EUA sancionam chanceler da Venezuela | Notícias internacionais e análises | DW | 26.04.2019
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MUNDO

EUA sancionam chanceler da Venezuela

Governo Trump congela ativos em território americano do ministro venezuelano do Exterior, aumentando pressão sobre regime de Nicolás Maduro.

Jorge Arreaza

Arreaza é chanceler da Venezuela desde 2017

O governo dos Estados Unidos impôs nesta sexta-feira (26/04) sanções contra o ministro do Exterior da Venezuela, Jorge Arreaza, e a juíza Carol Padilla, que é acusada de envolvimento na prisão de Roberto Marrero, chefe de gabinete do líder opositor Juan Guaidó, ocorrida em março deste ano.

"Os EUA não se manterão impassíveis enquanto o regime ilegítimo de Nicolás Maduro rouba a riqueza, a humanidade e o direito à democracia do povo venezuelano", declarou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado.

Como consequência das sanções, ficam congelados os ativos que os dois possuem nos EUA e, além disso, cidadãos e empresas americanas ficarem proibidos de realizar transações financeiras com eles.

Padilla foi acusada pelos EUA de envolvimento na prisão de Marrero durante uma operação policial de busca e apreensão. O governo de Maduro justificou a detenção alegando que o aliado de Guaidó lideraria uma suposta "célula terrorista" que planejava ataques seletivos para criar "caos".

Após o anúncio das sanções, Arreaza, chanceler da Venezuela desde 2017 e genro do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2003), disse que este tipo de atitudes por parte dos EUA lhe dá ainda "mais força".

Washington vem impondo sanções severas contra o regime de Maduro. A pressão americana aumentou após Guaidó se autodeclarar presidente interino da Venezuela em 23 janeiro. Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer o oposicionista. A iniciativa foi seguida por mais de 50 nações.

As restrições americanas já atingiram altos funcionários do governo venezuelano, parentes do presidente e a petrolífera estatal venezuelana.

No poder desde 2013, Maduro foi reeleito em maio passado em votação não reconhecida por boa parte da comunidade internacional e que não contou com a participação da oposição. O regime chavista responsabiliza os Estados Unidos, devido às sanções impostas ao país, pela crise econômica, marcada pela falta de alimentos e medicamentos. 

CN/efe/lusa/afp/ap

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