EUA investigam suposto ataque com gás tóxico na Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.08.2016
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Mundo

EUA investigam suposto ataque com gás tóxico na Síria

Organização de voluntários denuncia suposto bombardeio com gás cloro em Saraqeb, no norte do país. Se confirmado, caso é de extrema gravidade, avalia Departamento de Estado americano.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (02/08) a abertura de investigações sobre um suposto bombardeio com gás tóxico no norte da Síria.

A Defesa Civil Síria, organização de voluntários que desenvolve trabalhos de resgate, denunciou o ataque com gás cloro em Saraqeb, no leste da província síria de Idlib, ocorrido nesta segunda-feira.

"Não posso confirmar a veracidade desses relatórios. Estamos examinando a situação com aliados na região. Se for verdade, seria certamente algo extremamente grave", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby.

Em comunicado, a Defesa Civil Síria detalhou que um helicóptero lançou dois barris, cada um com cinco cilindros de cloro e bolas de ferro de diferentes tamanhos. Ao menos 33 civis foram afetados pelo gás, incluindo dez menores de idade e 18 mulheres. Três pessoas se encontram em estado grave.

A organização divulgou um vídeo em que é possível ver vários homens com dificuldades para respirar sendo atendidos com máscaras de oxigênio.

"Os EUA condenam categoricamente ataques químicos contra civis, o que viola não só a cessação de hostilidades, mas também os padrões e normas internacionais, inclusive a Convenção de Armas Químicas, da qual o governo da Síria é membro, assim como duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU", acrescentou o porta-voz do Departamento de Estado americano.

O bombardeio em Saraqeb aconteceu depois de um helicóptero russo ter sido derrubado por combatentes na mesma região. O ataque não foi reivindicado por nenhum grupo. O governo da Rússia confirmou a morte de cinco tripulantes. O helicóptero Mi-8 retornava para a base após levar ajuda humanitária à cidade de Aleppo.

KG/efe/rtr/dpa

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