EUA impõem sanções a bancos da Venezuela | Notícias internacionais e análises | DW | 22.03.2019
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Mundo

EUA impõem sanções a bancos da Venezuela

Medida congela ativos em território americano do Banco Nacional de Desenvolvimento da Venezuela, de suas filiais no Uruguai e na Bolívia e das duas principais entidades do sistema financeiro venezuelano.

Steven Mnuchin

Mnuchin acusou Maduro de distorcer propósito original do Bandes

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta sexta-feira (22/03) sanções ao Banco Nacional de Desenvolvimento da Venezuela (Bandes), incluindo suas filiais no Uruguai e na Bolívia e duas subsidiárias na própria Venezuela. Medida é uma resposta à prisão de Roberto Marrero, chefe de gabinete do líder opositor venezuelano Juan Guaidó.

O Bandes, segundo o Departamento do Tesouro, "possui ou controla" uma filial no Uruguai e outra na Bolívia, além do Banco Bicentenário e do Banco da Venezuela, duas das principais entidades do sistema financeiro venezuelano. A punição abrange também esses quatro bancos.

Citado no comunicado, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, assegurou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus facilitadores distorceram "o propósito original do banco, que foi fundado para ajudar o bem-estar econômico e social do povo venezuelano".

"O uso contínuo do regime de sequestros, torturas e assassinatos de cidadãos venezuelanos não será tolerado pelos Estados Unidos nem pela coalizão que se une por trás do presidente Guaidó. Roberto Marrero e outros presos políticos devem ser libertados imediatamente", acrescentou Mnuchin.

As sanções congelam os ativos do Bandes e de suas subsidiárias nos Estados Unidos e proíbe cidadãos americanos de fazerem negócios com o banco. Essas medidas se unem a outras séries de punições aplicadas pelo EUA contra o regime de Nicolás Maduro. As restrições já atingiram altos funcionários do governo venezuelano, parentes do presidente e a petrolífera estatal venezuelana.

Na última década, o Bandes recebeu bilhões de dólares do Banco do Desenvolvimento da China em troca de petróleo. O governo venezuelano costumava aplicar os repasses em projetos de infraestrutura.

Após o anúncio, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que o presidente americano, Donald Trump, "está comprometido" em evitar que Maduro e seu regime "sigam roubando os recursos e a riqueza da Venezuela para seu benefício pessoal, enquanto o povo da Venezuela sofre com falta de alimentos, remédios e energia e água confiável".

Sanders disse que os bancos sancionados são "utilizados por Maduro e seu regime como fundos para evitar as sanções dos Estados Unidos e movimentar dinheiro fora da Venezuela". A porta-voz advertiu ainda que os EUA continuarão "tomando medidas para pressionar" Maduro e quem o apoia "até que saiam do caminho e permitam que ocorra uma transição democrática".

O governo de Maduro alega ser vítima de uma guerra econômica liderada pelos Estados Unidos para tirá-lo do poder e acusa o país pela crise que a Venezuela enfrenta.

O chefe de gabinete de Guaidó foi detido na madrugada da quinta-feira quando o Serviço de Inteligência Bolivariano (Sebin) efetuou uma batida em sua casa e, posteriormente, o governo de Maduro lhe acusou de liderar uma célula terrorista que planejava realizar ataques seletivos para criar "caos" no país.

Guaidó, reconhecido por dezenas de países como presidente interino da Venezuela, condenou a detenção de Marrero, que o acompanhou durante sua viagem recente a países da América Latina, que incluiu o Brasil. O funcionário da Assembleia Nacional era sempre visto ao lado do líder oposicionista em seus desembarques nos países visitados.

CN/efe/rtr

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