EUA homenageiam as vítimas do 11 de Setembro | Notícias internacionais e análises | DW | 11.09.2011
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Mundo

EUA homenageiam as vítimas do 11 de Setembro

Em cerimônia emocionante, foi inaugurado em Nova York o memorial para as vítimas do 11 de Setembro de 2001, com presença de famílias das vítimas, do presidente dos EUA, Barack Obama, e de seu antecessor, George W. Bush.

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Cerimônia pelos dez anos do 11 de Setembro no Ground Zero, em Nova York

"Cathy Smith, jamais te esqueceremos", está escrito no cartaz exibido por uma bela mulher de curtos cabelos escuros. "Eu te amo, papai", está estampado em outro. "Anne Joyce Carpeneto estará sempre em nossos corações", diz outra placa. Eles estão presentes, as vítimas do 11 de Setembro, neste 10º aniversário dos ataques, através dos cartazes, botões e camisetas dos parentes que vieram ao local recordar seus entes queridos e para inaugurar oficialmente o memorial.

Policiais e bombeiros participaram da cerimônia

Policiais e bombeiros participaram da cerimônia

O céu está nublado neste dia, não tão azul como quando dois aviões se chocaram contra as torres do World Trade Center, matando milhares de pessoas. A cerimônia começa com gaitas de fole e percussionistas. Eles acompanham a bandeira dos EUA que esteve na época sobre os destroços do World Trade Center, até o pódio atrás do qual fica o memorial.

Depois que o coral de jovens do Brooklyn cantou o hino nacional norte-americano, o presidente Barack Obama lê parte do Salmo 46: "Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne." O ex-presidente George W. Bush cita uma carta de Abraham Lincoln a uma mãe que tinha perdido cinco filhos na Guerra Civil: "Rezo para que nosso Pai Celestial reduza a dor de sua perda e conserve apenas as memórias bonitas dos entes amados perdidos. "

Esperança por consolo

Mary Beth Dougherty compareceu com toda sua família, um total de 24 pessoas. Seu irmão Kevin James Murphy, que trabalhava na empresa de serviços financeiros Marsh & McLennan, morreu na torre norte, a primeira a desmoronar. "Espero que, para minha mãe, esta cerimônia signifique um fecho", diz. Seu irmão comprava sempre um doce específico a caminho do escritório. Por isso, todos os 24 parentes traziam consigo os "black and white cookies" para comerem juntos após o evento, em memória de Kevin.

Os nomes das 2.983 vítimas, que também são gravados nas placas de bronze do memorial, são lidos por 334 familiares. Os nomes das pessoas que morreram no World Trade Center, no Pentágono, no voo 93, que caiu em Shanksville, na Pennsylvania, e no primeiro atentado ao World Trade Center em 1993, que matou seis pessoas. Ainda durante a cerimônia, os familiares puderam visitar o memorial. Eles depositaram rosas e copiaram os nomes com lápis. A partir de segunda-feira, o memorial fica acessível ao público.

Onde ficavam as torres, há hoje duas piscinas

Onde ficavam as torres, há hoje duas piscinas

Um memorial para todas as vítimas

Onde antes ficavam as torres gêmeas do World Trade Center, agora a água mergulha em forma de cachoeira para o fundo de duas piscinas com nove metros de profundidade. Cada bacia cobre uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados. São as "pegadas" das torres. Centenas de carvalhos delineiam a praça.

São feitos seis minutos de silêncio durante a cerimônia. Eles lembram as duas colisões dos aviões, o ataque ao Pentágono, a queda do voo 93 e ao colapso das torres do World Trade Center. É uma cerimônia emocionante, sempre acompanhada por música aqui e ali. O violoncelista Yoyo Ma tocou Sarabande, Suite para Violoncelo N° 1, de Bach. Paul Simon cantou Sound of Silence. E são acompanhados, ao fundo, pelo som das águas de ambas as piscinas. Ao meio-dia, após todos os nomes serem lidos, a comemoração termina com um toque de silêncio.

Placas trazem os nomes de 2.983 vítimas

Placas trazem os nomes de 2.983 vítimas

Os restos mortais de Kevin James Murphy nunca foram encontrados, como muitos que foram carbonizados junto com as torres. Muitos parentes dizem que agora têm, pelo menos, um lugar para o luto.

Para Mary Beth Dougherty este 10º aniversário é um dia especial, principalmente por causa dos dois filhos de seu irmão. Neles, ela diz, é possível ver o passar do tempo. Ela veio muitas vezes a este lugar anteriormente, em outros aniversários e quando soube da morte de Osama bin Laden. "Vir não é difícil", diz ela. "É difícil sair daqui, porque, então", continua, lutando contra as lágrimas, "tenho a sensação de deixá-lo."

Autora: Christina Bergmann (md)
Revisão: Alexandre Schossler

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