EUA e China pedem moderação após ataque à ilha sul-coreana | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.11.2010
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Mundo

EUA e China pedem moderação após ataque à ilha sul-coreana

Comunidade internacional condena ataque da Coreia do Norte à ilha sul-coreana. Pyongyang culpa vizinho do sul e ameaça com nova ofensiva, caso haja violação de fronteira. Seul promete revidar com "grande contra-ataque".

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O bombardeio pôde ser visto à distância

Depois do ataque de artilharia contra uma ilha sul-coreana, a Coreia do Norte é alvo de duras críticas internacionais. A ilha de Yeonpyeong, no Mar Amarelo, foi atacada nesta terça-feira (23/11) por dezenas de projéteis, naquele que está sendo considerado o mais grave confronto fronteiriço entre as duas Coreias desde a guerra entre os dois países, encerrada em 1953.

O ataque matou dois soldados sul-coreanos e feriu 18, segundo fontes militares de Seul. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia (UE) condenaram o bombardeio, assim como Estados Unidos e Rússia. A Coreia do Norte ameaçou executar novos ataques.

Ataque, mesmo por "milésimos de milímetros"

Yeonpyeong fica no oeste da península coreana, no Mar Amarelo, próxima da fronteira marítima determinada pelas Nações Unidas após a guerra entre as Coreias e não reconhecida pela Coreia do Norte. Um comandante das forças norte-coreanas acusou o sul de ter aberto fogo primeiro. Ele anunciou fortes retaliações, caso a Coreia do Sul ultrapasse a fronteira, mesmo que "apenas milésimos de milímetros".

Conforme informações da Coreia do Sul, a Coreia do Norte atirou mais de cem granadas sobre o Mar Amarelo no sentido da Coreia do Sul, e 50 caíram sobre a ilha de Yeonpyeong. A artilharia sul-coreana revidou imediatamente e jatos de caça se deslocaram para a região. O presidente sul-coreano, Lee Myung Bak, ameaçou revidar, se houver nova agressão. Caso o vizinho do norte torne a atacar, haverá "um grande contra-ataque", avisou o chefe de Estado.

Stephen Bosworth US Gesandter in Nordkorea

Stephen Bosworth, enviado dos EUA para a Coreia do Norte

Enviado americano e China pedem "moderação"

Os Estados Unidos e a China concordaram que deve haver moderação na península coreana, segundo afirmou o enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth. "Claro que o incidente foi tema da nossa conversa", afirmou o enviado norte-americano, após encontro com representantes do ministério do Exterior chinês. "Concordamos que tal conflito é muito indesejado e expressamos firmemente o desejo de que ambas as partes demonstrem moderação", disse.

Bosworth está na Ásia visitando parceiros norte-americanos, no esforço multilateral de seis nações com vista à resolução da questão nuclear da Coreia do Norte. Além dos EUA, as negociações incluem China, as duas Coreias, Rússia e Japão. Sua chegada em Pequim nesta terça-feira se segue à afirmação da Coreia do Norte de que o país está trabalhando em um programa de enriquecimento de urânio, outra medida que preocupa a comunidade internacional.

Um cientista nuclear norte-americano que recentemente visitou uma instalação de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte afirmou que o urânio norte-coreano pode ser usado na produção de armas nucleares.

Casa Branca condena ataque severamente

O governo dos EUA condenou severamente o ataque norte-coreano a seu vizinho do sul e exigiu o cessar do que chamou de "ação agressiva", segundo ressalta comunicado emitido pela Casa Branca. No documento, Washington pede que a Coreia do Norte respeite as disposições do acordo de armistício entre as duas nações.

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Westerwelle expressou preocupação em Berlim

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, ressaltou ainda que o governo norte-americano está em estreito e contínuo contato com seus aliados sul-coreanos. "Os Estados Unidos estão profundamente comprometidos com a defesa e preservação da paz e da estabilidade na região", observou.

Entre os vizinhos da Coreia do Norte, a Rússia condenou o ataque e afirmou que considera uma escalada da violência entre Coreia do Sul e Coreia do Norte um "perigo colossal". A China se disse "preocupada" por causa do ataque, e o Japão condenou a ação militar.

Preocupação ao redor do mundo

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, condenou o ataque da Coreia do Norte e manifestou preocupação com o aumento da tensão na região. "Esta nova provocação militar coloca em risco a paz na região ", disse Westerwelle em Berlim. Ele afirmou confiar numa posição prudente de todas as partes nesta difícil situação. Westerwelle sublinhou que o povo e o governo sul-coreanos contam com o apoio e simpatia do governo alemão.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, se disse "profundamente preocupada" por causa do ataque. "Condeno duramente este ataque da Coreia do Norte", afirmou Ashton numa declaração divulgada em Bruxelas. Ela apelou a Pyongyang para que "evite qualquer outro ato que possa levar a uma escalada da violência e para que respeite o acordo de cessar-fogo" entre os dois países.

A Otan também condenou o bombardeio. "A Otan condena firmemente o bombardeamento de uma ilha da Coreia do Sul pela Coreia do Norte", afirmou a porta-voz da aliança, Carmen Romero. "A aliança seguirá atentamente o desdobramento da situação com uma profunda preocupação", completou.

MD/afp/rtr/dpa/lusa
Revisão: Carlos Albuquerque

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