EUA e China assinam ″fase 1″ de acordo comercial | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 15.01.2020
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Economia

EUA e China assinam "fase 1" de acordo comercial

Após meses de guerra tarifária, Pequim concorda em comprar mais de US$ 200 bilhões em produtos dos EUA. Americanos, no entanto, vão manter tarifas até fim das negociações de segunda fase. 

USA und China unterzeichnen in Handelsstreit Teilabkommen (Reuters/K. Lamarque)

Trump assinou o acordo com o principal negociador chinês, Liu He, vice-primeiro-ministro do país

Após quase dois anos de conflito, Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, assinaram nesta quarta-feira (15/01) uma trégua em sua guerra comercial.

Chamado de "fase um", o acordo inclui o compromisso da China de elevar substancialmente suas compras de produtos americanos, proteger a tecnologia estrangeira e aplicar novos mecanismos de cumprimento das normas comerciais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump celebrou a assinatura do acordo. Contudo, as tarifas sobre bilhões de dólares em produtos importados da China continuarão em vigor.

"Hoje damos um passo crucial que nunca demos antes com a China" e que vai garantir "um comércio limpo e recíproco", disse Trump na cerimônia de assinatura do texto na Casa Branca.

Enquanto Trump falava longa e ininterruptamente, as principais emissoras de TV interromperam a transmissão ao vivo da cerimônia para exibir a votação que oficializou o envio do seu processo de impeachment para o Senado.

O afrouxamento das tensões entre as duas potências animou os mercados nas últimas semanas. Trump assinou o acordo com o principal negociador chinês, Liu He, vice-primeiro-ministro do país.

Ele também agradeceu o presidente chinês, Xi Jinping, e prometeu que visitará a China "num futuro não muito distante". "As negociações foram duras", disse Trump, mas levaram a um resultado "incrível".

O presidente americano afirmou que as tarifas impostas aos produtos chineses vão se manter até que a "fase dois" seja concluída. "Caso contrário não temos cartas para negociar", disse.

Ele leu uma carta do presidente Xi Jinping que descreveu o acordo como "bom para a China, os EUA e o mundo inteiro". Os assuntos mais delicados, entretanto, ficaram para a segunda fase de negociações. Entre eles, estão os enormes subsídios às empresas estatais.

Poucas horas antes da assinatura, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, pressionou Pequim a se manter na mesa de negociações e fazer maiores concessões - entre elas, algumas sobre cibersegurança e acesso de empresas americanas à China para que Washington possa aliviar as tarifas.

"Na fase dois, haverá reduções adicionais", declarou Mnuchin à emissora CNBC. "Isso dá à China um grande incentivo para voltar à mesa e aceitar assuntos adicionais que ainda não estão resolvidos".

Pelo acordo, a China concordou em pagar 200 bilhões de dólares adicionais em produtos americanos em dois anos. Esse volume inclui 32 bilhões de dólares em produtos agrícolas, quase 78 bilhões em bens como aeronaves, maquinário e aço e 54 bilhões de dólares em produtos do setor de energia.

JPS/afp/ots

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