″EUA condenam ditadura de Maduro″, diz Trump | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 02.08.2017
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América Latina

"EUA condenam ditadura de Maduro", diz Trump

Presidente dos EUA responsabiliza líder venezuelano pela segurança dos opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, presos após as eleições para a Assembleia Constituinte. Washington estuda novas sanções.

Os Estados Unidos responsabilizam Maduro pela saúde de López, Ledezma e de quaisquer outros detidos, disse Trump em nota

"Os Estados Unidos responsabilizam Maduro pela saúde de López, Ledezma e de quaisquer outros detidos", disse Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou nesta terça-feira (01/08) o líder venezuelano, Nicolás Maduro, pela integridade física dos opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, presos pelo regime após as controversas eleições da Assembleia Nacional Constituinte.

Leia mais: O dilema de aplicar sanções econômicas à Venezuela

"Os Estados Unidos condenam as ações da ditadura de Maduro. López e Ledezma são presos políticos retidos ilegalmente pelo regime", disse Trump em comunicado.

"Os Estados Unidos responsabilizam Maduro – que anunciou horas antes que agiria contra a oposição – pela saúde e pela segurança de López, Ledezma e de quaisquer outros detidos. Reiteramos o nosso pedido pela liberdade imediata e incondicional de todos os presos políticos", diz a nota de Trump.

López e Ledezma, que estavam sob prisão domiciliar, foram presos na madrugada desta terça-feira por, supostamente, planejarem um plano de fuga, de acordo com informações do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. Segundo o órgão, ambos violaram os termos de suas prisões domiciliares ao fazerem declarações políticas.

Ledezma foi mantido num presídio militar antes que lhe fosse concedido o regime de prisão domiciliar por motivos de saúde. Quase dois anos e meio após ser preso, o opositor ainda não foi condenado.

López ficou detido na mesma prisão durante quase três anos, onde, segundo seus advogados e membros de oposição, ele teria sido torturado várias vezes. O opositor estava sob prisão domiciliar desde o dia 8 de julho. Ele foi condenado a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar a violência durante as manifestações de 2014 contra o governo, nas quais 43 pessoas morreram.

A declaração de Trump foi divulgada um dia após Washington impor sanções contra Maduro, que incluem o congelamento de seus ativos sob jurisdição dos EUA e a proibição a cidadãos americanos de fazerem negócios com ele.

A medida foi tomada no dia seguinte às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, consideradas fraudulentas pelos EUA e por diversos outros governos na América Latina e na Europa, que afirmaram não reconhecer o resultado da votação.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano incluiu Maduro na lista principal de líderes sancionados pelos EUA, como o presidentes da Síria, Bashar al-Assad, do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Washington também considera impor sanções comerciais contra a indústria petrolífera venezuelana, segundo informações divulgadas pelo jornal americano The New York Times, citando fontes oficiais anônimas. A Venezuela fornece em torno de 10% do petróleo importado pelos EUA.

Apesar de ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o país foi fortemente abalado pelos efeitos da queda nos preços dos barris no mercado mundial em 2014, o que agravou ainda mais a crise econômica. A Venezuela sofre com inflação alta e escassez de alimentos e medicamentos.

RC/dpa/efe/afp

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