EUA aplicam sanções a mais oito pessoas na Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 09.08.2017
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América Latina

EUA aplicam sanções a mais oito pessoas na Venezuela

Lista inclui irmão do ex-presidente Hugo Chávez. Maioria dos sancionados é membro da Assembleia Constituinte e acusada de minar a democracia. Setor petrolífero não é afetado.

Adán Chávez ao lado de Nicolás Maduro

Um dos sancionados é Adán Chávez, irmão do ex-presidente e aliado de Maduro

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs nesta quarta-feira (09/08) sanções econômicas a mais oito pessoas ligadas ao governo da Venezuela e, na sua maioria, envolvidas na criação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Elas são acusados de minar a ordem democrática.

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Entre os sancionados está Adán Chávez, irmão do ex-presidente Hugo Chávez. Com as sanções, possíveis ativos que as pessoas listadas possam ter em solo americano serão congelados, e elas ficam proibidas de viajar aos EUA. Além disso, americanos ficam proibidos de realizar negócios com elas.

As sanções foram divulgadas uma semana depois de os Estados Unidos colocarem o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na "lista negra" internacional que inclui o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un. No final de julho, o governo americano aplicara sanções a outros 13 altos funcionários venezuelanos.

Além de Adán Chávez, também sofrerão sanções os membros da ANC Francisco Ameliach, Hermann Escarrá, Tania D'Amelio, Erika Farías Peña, Carmen Meléndez e Darío Vivas, e o comandante da Unidade Especial do Palácio Federal Legislativo na Guarda Nacional Bolivariana, Vladimir Lugo, que é acusado de participar de repressões violentas contra manifestantes em Caracas.

"O presidente Maduro investiu nesta Assembleia Constituinte ilegítima para reforçar ainda mais a sua ditadura e continua aumentando o seu controle no país. O desprezo do regime pela vontade dos venezuelanos é inaceitável, e os Estados Unidos são contrários à tirania para que se restaure uma democracia pacífica e próspera", afirmou em nota Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA.

As novas sanções aplicadas pelo governo americano não afetam o setor petrolífero, que é estratégico para a economia venezuelana.

Tensões no Parlamento

Nesta terça-feira, a Assembleia Nacional Constituinte venezuelana aprovou um decreto que lhe dá o controle de todos os outros poderes públicos do país. A medida permite que o órgão tome decisões e faça reformas em qualquer aspecto do Estado sem ser barrado por outras autoridades.

Com poder supremo, a Assembleia Constituinte poderá, por exemplo, dissolver a Assembleia Nacional (Parlamento), de maioria opositora, além de processar adversários pela onda de protestos contra o regime de Maduro sem ser impedida por outras instituições do governo.

A Guarda Nacional Bolivariana, responsável pela segurança do Palácio Legislativo, impediu a entrada dos deputados opositores no prédio, depois de a presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, ter entrado no local com um grupo de soldados.

Diantes dos últimos acontecimentos, ministros das Relações Exteriores de 17 países das Américas reafirmaram a opinião comum de que Venezuela "já não é mais uma democracia". Mais de 120 manifestantes foram mortos em protestos violentos contra Maduro desde abril.

KG/efe/lusa/rtr

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