Estudo alemão prepara show para testar poder de infecção do coronavírus | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 19.07.2020
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Coronavírus

Estudo alemão prepara show para testar poder de infecção do coronavírus

Pesquisadores buscam 4 mil voluntários saudáveis para assistirem à apresentação do cantor pop Tim Bendzko em arena em Leipzig em 22 de agosto. Experimento visa elaborar modelo para o retorno seguro de grandes eventos.

Cantor Tim Bendzko se apresenta em palco em Hannover

Artista alemão ficará a cargo de despertar no público um "comportamento mais próximo possível da realidade"

Enquanto a Alemanha analisa permitir o retorno dos torcedores de futebol aos estádios, uma equipe de pesquisadores prepara um experimento para testar o poder de infecção do novo coronavírus em grandes eventos. A ideia é promover um show de música pop com milhares de espectadores.

Os cientistas esperam recrutar 4 mil participantes saudáveis para assistirem a um show na arena de Leipzig, no leste da Alemanha, em 22 de agosto. Os voluntários, de 18 a 50 anos, precisam ter sido testados para a covid-19 e apresentado resultado negativo.

A apresentação ficará por conta do cantor pop alemão Tim Bendzko, a fim de despertar no público um "comportamento mais próximo possível da realidade", disseram os organizadores da pesquisa, do Hospital Universitário de Halle, perto de Leipzig.

A pesquisa fornecerá máscaras de proteção do tipo FFP2 para reduzir os riscos de infecção. Os participantes também receberão desinfetante fluorescente que, além de garantir mais um fator de proteção aos voluntários, permitirá que os cientistas localizem as superfícies mais tocadas.

E, mais importante, os membros da plateia receberão um dispositivo para rastrear seus movimentos e a distância entre eles e outros participantes.

"Eu acredito que o maior desafio será a análise dos dados", disse o líder do projeto, Stefan Moritz, à agência de notícias DPA. "Porque teremos que medir os contatos de todos os outros participantes em um raio de 30 metros a cada cinco segundos durante um dia inteiro."

Os pesquisadores planejam coordenar a plateia em três diferentes cenários: um em que os voluntários entrarão no local do evento por duas portas diferentes e sem regras de distanciamento, outro em que haverá mais portas e medidas mais restritas de higiene e distância, e um terceiro em que os participantes ficarão sentados nas arquibancadas com distância mínima de 1,5 metro entre si. Este último requer apenas 2 mil voluntários, numa arena com capacidade para cerca de 12 mil pessoas.

Os cientistas esperam que o experimento, orçado em quase 1 milhão de euros e financiado principalmente pelos estados da Saxônia e Saxônia-Anhalt, ajude-os a elaborar um modelo matemático que possa ser usado para evitar surtos decorrentes de grandes eventos após a flexibilização.

O objetivo, segundo a equipe, é "identificar possíveis parâmetros sob os quais artistas e atletas poderão voltar a se apresentar e a jogar após 30 de setembro" – o governo federal alemão proibiu pelo menos até essa data a realização de grandes eventos no país.

Os pesquisadores alertam para os riscos trazidos pela pandemia de coronavírus e reconhecem que "decisões difíceis precisam ser tomadas para evitar esse perigos", mas, ao mesmo tempo, afirmam que a atual proibição de grandes aglomerações representa uma "ameaça existencial para muitos atletas e artistas que dependem de seu público para obter renda".

EK/dpa/ots

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