Esposa de Assad diz ter recusado ofertas para deixar Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 18.10.2016
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Mundo

Esposa de Assad diz ter recusado ofertas para deixar Síria

Em entrevista, Asma al-Assad afirma que ofertas não visavam seu bem-estar, mas eram uma tentativa de minar a confiança do povo em seu marido. "Nunca pensei em estar em outro lugar", ressalta.

A esposa do presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou que recusou ofertas para deixar a Síria, numa entrevista a uma emissora de televisão russa transmitida nesta terça-feira (18/10). Esta é a primeira vez que Asma al-Assad, 41 anos, conversou com um veículo de comunicação estrangeiro desde o início do conflito no país em 2011.

"Ofereceram-me a oportunidade de deixar a Síria, digamos de fugir da Síria. Essas ofertas incluíam garantias de segurança e de proteção para os meus filhos, mesmo uma segurança financeira", afirmou Asma à emissora Russia24.

"Não é preciso ser um gênio para saber qual era o verdadeiro objetivo dessas pessoas. Não era para meu bem-estar ou o dos meus filhos. Era uma tentativa deliberada de sabotar a confiança do povo face ao seu presidente", prosseguiu.

Falando em inglês, Asma não disse quem foram os autores das ofertas, mas ressaltou que jamais cogitou a hipótese de deixar a Síria. "Estou aqui desde o início e nunca pensei em estar em outro lugar", destacou.

Desde o início do conflito no país, Asma vinha evitando a imprensa internacional. A primeira-dama foi fortemente criticada pelo seu silêncio face à repressão e raramente surgia em público. Há dois anos, ela começou a aparecer mais nos meios de comunicação oficiais sírios, dando apoio a famílias de soldados mortos ou feridos e visitando hospitais e orfanatos.

Asma disse ainda que todos na Síria estão situação de risco devido à guerra, mas ela se recusa a sentir medo.

Nos primeiros anos da guerra circularam rumores de que Asma teria abandonado a Síria com os seus filhos em direção a Londres, onde nasceu e se formou em ciência da computação e literatura francesa, ou para a Rússia, que apoia o regime de Damasco. 

CN/rtr/ap/lusa

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