Escócia quer tornar gratuitos produtos menstruais | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 25.02.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Europa

Escócia quer tornar gratuitos produtos menstruais

Parlamento escocês aprova projeto que prevê distribuição de absorventes em farmácias e centros comunitários. Inédita no mundo, medida deverá custar cerca de 24 milhões de libras por ano aos cofres públicos.

Absorventes internos

Escócia poderá ser o primeiro país do mundo a adotar medida desse tipo

A Escócia está prestes a se tornar o primeiro país do mundo a disponibilizar gratuitamente produtos relacionados a menstruação. O projeto foi aprovado nesta terça-feira (25/02) pelo Parlamento escocês.

Por 112 votos a favor e uma abstenção, os parlamentares aprovaram, em primeira votação, a legislação para tornar gratuitos em toda a Escócia produtos como absorventes internos e externos.

A proposta prevê que esses itens sejam disponibilizados gratuitamente em centros comunitários, clubes juvenis e farmácias. O projeto de lei será agora analisado por um comitê e poderá sofrer alterações.

"Esses itens não são de luxo. São básicos, e ninguém na Escócia deveria ser privado do acesso a produtos menstruais", afirmou a parlamentar Monica Lennon, que apresentou o projeto de lei em 2017. "Estamos mudando a cultura, e é realmente emocionante que outros países do mundo estejam vendo de perto o que fazemos", acrescentou.

A medida deverá custar aos cofres públicos aproximadamente 24,1 milhões de libras (cerca de 137,4 milhões de reais) ao ano.

Em 2018, a Escócia se tornou o primeiro país do mundo a fornecer produtos menstruais gratuitos em escolas, faculdades e universidades.

Atualmente, esses itens no Reino Unido estão sujeitos a um imposto conhecido como "taxa de tampão", estipulado em 5% de seu valor. Em 2016, o governo britânico disse que acabaria com o imposto impopular, mas a questão foi atropelada pelas discussões do Brexit.

Na época, um informe sobre o projeto citava Irlanda, Canadá, Austrália, Quênia, Índia, Colômbia, Malásia, Nicarágua, Jamaica, Nigéria, Uganda, Líbano e Trinidad e Tobago como países onde os produtos menstruais eram isentos de impostos.

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter

Leia mais