Erdogan afirma que Özil foi vítima de racismo | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.07.2018
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Alemanha

Erdogan afirma que Özil foi vítima de racismo

Presidente turco afirma que deixar seleção alemã foi atitude patriótica e que merece respeito. Para ele, tratamento dispensado ao jogador na Alemanha foi racista e intolerável.

Erdogan e Özil

Özil posa para foto ao lado de Erdogan, em Londres

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, apoiou nesta terça-feira (24/07) a decisão do meia Mesut Özil de não jogar mais pela seleção alemã e disse que manifestou seu apoio ao próprio jogador, numa conversa por telefone.

Erdogan disse admirar a atitude de Özil, que definiu como patriótica, e afirmou que o jogador foi vítima de racismo por causa de sua fé, o que é intolerável. "Esse tipo de atitude racista, especialmente por sua religião, contra um jovem que trabalhou pelo êxito da seleção alemã, não pode ser aceita. Eu beijo os seus olhos", afirmou o presidente turco.

O líder turco também fez menção à polêmica foto que tirou ao lado de Özil. "Eles não conseguem aceitar nossa foto juntos", comentou. Özil e seu então companheiro na seleção Ilkay Gündogan tiraram fotos ao lado de Erdogan poucas semanas antes da Copa do Mundo e em meio à campanha eleitoral na Turquia.

As imagens foram logo divulgadas pelo partido de Erdogan, o AKP, e geraram fortes críticas na Alemanha aos dois jogadores. Segundo os críticos, o apoio dos dois atletas foi dado a um governante cada vez mais autoritário, em franca discordância com os valores democráticos da sociedade alemã.

Özil anunciou neste domingo sua saída da seleção alemã, com a qual foi campeão do mundo em 2014, depois de críticas à sua atuação na Copa de 2018. O jogador acusou principalmente o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Reinhard Grindel, de incompetência e racismo.

Desde que optou pela seleção alemã, o meia – que nasceu e seu criou em Gelsenkirchen, uma cidade da região carbonífera alemã, e é filho e neto de imigrantes turcos – era apontado como um exemplo de integração bem-sucedida de jovens de origem turca na sociedade alemã. Ele abdicara do seu passaporte turco já em 2007, argumentando que sentia pouca afinidade com a Turquia.

Com a eliminação da Alemanha já na fase de grupos da Copa da Rússia, Özil passou a ser um dos jogadores mais criticados do grupo. Seu encontro com Erdogan, poucas semanas antes da Copa, foi lembrado com frequência. Jogadores disseram que o caso, que causou enorme polêmica, teve efeitos negativos sobre a equipe. Mesmo o presidente da DFB e o diretor esportivo, Oliver Bierhoff, se mostraram críticos quanto à performance de Özil na Copa e ao seu silêncio sobre o encontro com Erdogan.

AS/dpa/efe

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