Entenda a guerra no Iêmen | Colunas semanais da DW Brasil | DW | 09.08.2018
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Coluna Zeitgeist

Entenda a guerra no Iêmen

Conflito opõe rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã, e forças leais ao governo, apoiadas pela coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita. Em quatro anos, país foi arrasado pela guerra.

Rebeldes houthis exibem suas armas em Sanaa, a capital do Iêmen, controlada por eles

Rebeldes houthis exibem suas armas em Sanaa, a capital do Iêmen, controlada por eles

O conflito no Iêmen é uma das guerras por procuração que, no Oriente Médio, opõem a Arábia Saudita (sunita) e o Irã (xiita), as duas maiores potências regionais. Suas origens estão na Primavera Árabe, em 2011.

Enquanto o Irã apoia os rebeldes houthis, que são xiitas, a Arábia Saudita lidera uma coalizão internacional que apoia as tropas do presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que tenta recuperar o controle sobre o país.

Em setembro de 2014, os houthis assumiram o controle da capital, Sanaa, e de outras regiões, principalmente no norte e no oeste. Eles expulsaram Hadi, que foi buscar refúgio na Arábia Saudita, e o obrigaram a transferir o governo para Aden, no sul.

O conflito se acirrou ainda mais em 2015, quando a Arábia Saudita e seus aliados sunitas iniciaram uma campanha aérea para impedir os avanços dos houthis, principalmente rumo a Aden.

Em novembro de 2017, a Arábia Saudita impôs um bloqueio ao Iêmen, em resposta a um ataque dos houthis ao aeroporto de Riad. Os rebeldes frequentemente disparam mísseis contra alvos no reino sunita, segundo eles, em resposta à intervenção saudita no Iêmen.

A guerra, que já dura quase quatro anos, arrasou o Iêmen, um dos países mais pobres do mundo árabe. Segundo as Nações Unidas, o Iêmen enfrenta hoje a pior crise humanitária do planeta.

Mais de 22 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária. A comida é escassa, em parte por causa do bloqueio saudita ao país. Uma epidemia de cólera afetou 1 milhão de pessoas, segundo estimativas internacionais.

Desde o início dos ataques aéreos sauditas, em março de 2015, quase 10 mil pessoas foram mortas no conflito e outras 55 mil ficaram feridas. A infraestrutura do país foi destruída, assim como o seu sistema de saúde. A coalizão é frequentemente acusada de atacar alvos civis.

A intervenção da Árabia Saudita na guerra do Iêmen é largamente atribuída ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, filho do rei Salman. MBS, como é conhecido, vê no Irã o principal rival da Arábia Saudita e, depois que passou a dar as cartas no reino, adotou uma política externa agressiva, que inclui as intervenções no Iêmen e na Síria e o isolamento do Catar.

A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

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