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História

Achado na Islândia navio nazista que teria ouro do Brasil

27 de julho de 2017

Cargueiro Minden naufragou em sua rota do Brasil para a Alemanha em 1939. Embarcação estaria carregada de quatro toneladas de ouro possivelmente retiradas de filial brasileira de banco alemão.

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Barras de ouro
Ouro seria proveniente do Banco Germânico no BrasilFoto: picture-alliance/dpa/K. Mathis

Uma empresa especializada em resgatar tesouros marinhos encontrou na costa da Islândia um navio nazista carregado com até quatro toneladas de ouro proveniente da América do Sul, possivelmente do Brasil, noticiou o tabloide britânico The Sun.

Pouco depois do início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, o cargueiro Minden, do esquadrão nazista SS, naufragou a cerca de 200 quilômetros da costa da Islândia, em sua rota do Brasil para a Alemanha.

Segundo o The Sun, funcionários do Banco Germânico, uma filial brasileira do alemão Dresdner Bank, ajudaram a carregar o navio. O capitão teria afundado o navio após ordens de Adolf Hitler, para evitar que a carga fosse capturada pela Marinha britânica.

Os caçadores de tesouro da empresa Advanced Marine Services entraram agora com um requerimento junto à Agência do Meio Ambiente da Islândia com vista a uma licença para resgatar a caixa com o tesouro afundado.

Citando o porta-voz da empresa, Bjorn Thorlaksson, uma reportagem do jornal alemão Bild informou que essa licença ainda não foi concedida. "Mais de uma instituição está envolvida no caso. Ainda não se sabe quando a licença poderá ser concedida", afirmou Thorlaksson.

A bordo do navio Seabed Constructor, os funcionários da empresa britânica teriam chamado a atenção da Guarda Costeira islandesa já em abril desde ano, por passar cinco dias na mesma posição.

"A Guarda Costeira decidiu convocá-los ao porto para constatar a intenção da tripulação. Eles disseram que queriam resgatar mercadorias preciosas", escreveu o Bild, citando um porta-voz da Guarda Costeira islandesa.

Para especialistas, no entanto, a existência do ouro ainda é duvidosa. Citado pelo jornal alemão, o historiador Ian Sayer revelou que não existe nenhuma evidência histórica para a presença de metais preciosos a bordo, como também nenhum documento de carga. Também não se sabe por que a empresa acredita que ali existam quatro toneladas de ouro.

"Para uma empresa de resgate séria, é absolutamente pouco comum – como também incompreensível – por que não deu entrada, anteriormente, a um pedido de licença para busca e resgate", explicou o historiador citado pelo Bild.

Se a existência do ouro for confirmada, deverá ter início uma batalha judicial para decidir quem é o proprietário do precioso metal.

CA/ots