Draghi será novo primeiro-ministro da Itália | Notícias internacionais e análises | DW | 12.02.2021

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Itália

Draghi será novo primeiro-ministro da Itália

Ex-chefe do Banco Central Europeu forma governo composto por quase todos os partidos do Parlamento, da esquerda à extrema-direita. Novo gabinete é formado por especialistas e políticos.

Mario Draghi

Ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi será o novo primeiro-ministro de Itália

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi aceitou nesta sexta-feira (12/02) o convite do presidente italiano, Sergio Mattarella, para assumir o cargo de primeiro-ministro de Itália, depois de ter garantido o apoio de quase todos os partidos do Parlamento. 

O anúncio foi feito pelo próprio economista ao fim de um encontro com Mattarella, a quem garantiu ter recebido o apoio suficiente dos partidos para formar um novo Executivo. Ele apresentou a ainda sua lista de ministro, formada por tecnocratas e políticos de várias legendas.

Mattarella incumbiu Draghi, de 73 anos e não filiado a partido político, de tentar formar um governo no início de fevereiro, após a coalizão anterior, liderada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte, ter colapsado em meio a disputas partidárias sobre o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

O ex-chefe do BCE ficou famoso ao prometer "fazer tudo o que fosse necessário" durante a crise da dívida na zona do euro. Draghi terá agora que encontrar uma maneira de investir de forma rápida e eficaz os 209 bilhões de euros de fundos europeus do Plano de Recuperação contra os efeitos da crise econômica, social e sanitária desencadeada pela pandemia de covid-19.

Terceira maior economia da zona do euro, a Itália foi o primeiro país europeu a enfrentar de forma aguda a covid-19 e ainda sofre com a pandemia. Mais de 89 mil cidadãos do país morreram em 2020, enquanto restrições e o colapso do turismo precipitaram a economia italiana na pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Após uma semana de consultas, quase todos os partidos importantes e diferentes espectros políticos endossaram o apoio a Draghi. Seu gabinete será formado por uma série de figuras proeminentes desses grupos.

Novo gabinete

O novo governo italiano é composto por 23 ministérios. O futuro premiê escolheu perfis técnicos para pastas importantes, como Economia, Interior e Transição de Energia.

A pasta de Economia será comandada pelo ex-diretor do Banco da Itália Daniele Franco; e a Inovação e Transição Digital por Vittorio Colao, ex-CEO da Vodafone. O Ministério da Transição Ecológica ficará com Roberto Cingolani, e o da Justiça, com Marta Cartabia, que foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Constitucional.

Os outros técnicos são Luciana Lamorgese, que volta ao Ministério do Interior, Enrico Giovanini na Infraestrutura, Patrizio Bianchi na Educação e Cristina Messa em Universidades e Pesquisa.

O restante das pastas foi concedido aos partidos que apoiam Draghi: o Movimento Cinco Estrelas (M5S), o Partido Democrático (PD, centro-esquerda), Livres e Iguais (LeU, esquerda), Itália Viva (IV, centro), Forza Italia (FI, conservador) e a Liga, de extrema direita.

O líder do M5S, Luigi Di Maio, continuará no comando do Ministério do Exterior, enquanto Giancarlo Giorgetti, uma figura importante da Liga, ficou com o Ministério da Indústria. Já Andrea Orlando, do PD, será o novo ministro do Trabalho.

A posse do novo governo italiano está marcada para este sábado no Palácio Quirinal Romano, sede do chefe de Estado.

Crise política

A Itália está sem um governo inteiramente funcional há semanas, desde que a coalizão anterior, liderada por Conte, se esfacelou em meio a brigas a respeito de medidas para lidar com a pandemia. No início de janeiro, Conte renunciou, mas seguiu interinamente cuidando do governo enquanto Draghi tenta construir a sua própria maioria.

A coalizão de centro-esquerda de Conte estava no poder desde setembro de 2019, mas sofreu um golpe mortal em janeiro, quando o ex-premiê Matteo Renzi retirou o apoio ao governo de seu partido, o Itália Viva.

Conte renunciou no início de fevereiro, mas esperava retomar o cargo com uma nova coalizão, que seria composta pelo populista Movimento Cinco Estrelas (M5S) e pelo Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

Draghi, apelidado de "Super Mario" por iniciativas que acalmaram os mercados durante sua gestão no Banco Central Europeu, de 2011 a 2019, já vinha sendo apontado há algum tempo como um potencial salvador para Itália.

cn (EFE,Lusa,Reuters)

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