Dois mortos e dezenas de feridos durante protestos em Mianmar | Política | DW | 20.02.2021

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Mundo

Dois mortos e dezenas de feridos durante protestos em Mianmar

Repressão policial gera dia mais sangrento em duas semanas de passeatas contra golpe militar. Atos homenageiam manifestante morta após levar tiro na cabeça. União Europeia condena violência.

Policiais usando escudos e capacetes

Policiais abriram fogo contra manifestantes em Mianmar

Pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas durante protestos contra a junta militar em Mianmar neste sábado (20/02), no dia mais sangrento em mais de duas semanas de protestos. contra o golpe de Estado ocorrido no país

As forças de segurança dispararam munição real contra participantes de um ato em Mandalay, a segunda maior cidade do país. Segundo as equipes de resgate, entre os mortos estaria um menino, que foi baleado na cabeça.

A nação do Sudeste Asiático vem sendo abalada por uma série de manifestações desde que a chefe de governo, Aung San Suu Kyi, foi deposta e presa durante um golpe militar ocorrido em 1º de fevereiro. Centenas de milhares participam de protestos e várias centenas de pessoas foram presas.

Homenagem a jovem morta

Os confrontos mais violentos ocorreram neste sábado nos arredores do estaleiro Yadanarbon em Mandalay, onde mais de mil se reuniram em passeata contra o golpe militar. As forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes que se uniram aos trabalhadores do estaleiro, que estão em greve.

Alguns dos manifestantes jogaram pedras contra a polícia. Policiais responderam com canhões de água, bombas de gás lacrimogêneo e tiros de armas de fogo. Foram encontrados cartuchos de balas de borracha e de munição real.

Várias atos pacíficos contra o golpe militar foram registrados em outras partes de Mianmar neste sábado. Manifestantes se reuniram em Yangon, maior cidade do país, para homenagear Thwate Thwate Khaing, uma jovem de 20 anos que morreu no dia anterior no hospital, onde estava internada desde 9 de fevereiro, após ter sido baleada na cabeça durante um protesto. Ela se tornou um símbolo dos protestos contra o golpe militar no país. Uma cerimônia similar também foi realizada na capital, Naypyidaw. 

Repressão policial

As forças de segurança em torno de Mianmar vêm usando gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar os manifestantes desde que as manifestações contra o golpe militar começaram no início deste mês.

De acordo com a Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos, um grupo de monitoramento independente, as autoridades prenderam pelo menos 546 pessoas desde o golpe.

O alto representante para política externa da UE pediu no Twitter o fim imediato da "violência contra civis que se manifestam pacificamente". Ele anunciou que serão debatidas "decisões adequadas" na reunião de ministros do Exterior do bloco nesta segunda-feira.

md (AFP, Reuters)