″documenta″ segue ″rota migratória da forma″ | documenta | DW | 27.12.2006
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documenta

"documenta" segue "rota migratória da forma"

A 12ª edição da "documenta" de Kassel promete romper o vínculo com o mercado e priorizar a veiculação da arte.

Mostra ocorre de quatro em quatro anos, em Kassel

Mostra ocorre de quatro em quatro anos, em Kassel

Cerca de seis meses antes da inauguração da documenta 12, em Kassel, o diretor da mostra, Roger M. Buergel, dá a entender que vai investir na formação estética e pretende escapar das limitações do mercado de arte.

A responsabilidade de oferecer um recorte representativo da arte contemporânea internacional não é das menores. Embora isso seja impossível de se realizar, é o que a opinião pública espera do diretor da documenta, a abrangente exposição organizada a cada quatro anos em Kassel, desde 1955.

Roger M. Buergel Documenta 2007

Roger M. Buergel, diretor artístico da 'documenta' 12

"Ao preparar esta mostra", declarou o curador em recente entrevista ao diário espanhol El País, "me dei conta de que o 'global' não existe. São as grandes empresas multinacionais que decidem quais são os centros. Prefiro falar do deslocamento, e com certeza nossa exposição vai enfocar as rotas migratórias que têm a ver com as relações culturais e comerciais, mas também com a evasão de cérebros, como a onda de migração européia para a América no pós-guerra. Meu método como curador consiste em seguir a rota migratória da forma".

Formar o observador

Pelas poucas informações divulgadas até agora sobre o evento, que poderá ser visitado de 16 de junho a 23 de setembro em Kassel, dá para perceber que o alemão Buergel, nascido em 1962 e co-fundador da revista springerin em Viena, não deixará espaço para o mercado de arte determinar o que é "global".

"Na documenta 11, dava para ver que muitas coisas vinham direto do mercado. A arte vinha das galerias direto para a exposição. Acho que precisamos de um outro modelo. Os artistas também estão querendo sair deste ambiente sufocante", ressaltou ele à imprensa alemã.

Para Buergel, "o elemento político deve estar na capacidade da exposição de envolver as pessoas, ativá-las, mobilizá-las, para que elas comecem a se sentir conectadas com o mundo". Por isso, a formação estética e a veiculação da produção artística prometem ser uma prioridade da documenta 12.

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