″documenta″ 12: o político através do belo | documenta | DW | 19.06.2007
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documenta

"documenta" 12: o político através do belo

A mídia alemã têm os olhos voltados para Kassel desde a abertura da 'documenta' 12. O elogio da forma, a ausência de estrelas do mercado e a encenação da curadoria são alguns dos pontos avaliados pelos jornais do país.

Visitante observa 'A vida no zoológico', do austríaco Peter Friedl

Visitante observa 'A vida no zoológico', do austríaco Peter Friedl

Ditadura do gosto

"Ruth Noack e Roger Buergel, os dois senhores da documenta, colocam-se no pedestal de verdadeiros ditadores da formação do gosto e da encenação de exposições. O verdadeiro e primeiro artista da documenta é, aqui e agora, seu diretor. E assim o Fridericianum, primeiro museu público do mundo, foi elevado à categoria de palácio. Já a entrada apresenta uma utopia: uma sala espelhada, que transporta todo visitante à infinitude, transformando-o nobremente em protagonista da arte."

( S üddeutsche Zeitung)

Oficina para problemas sociais

"O público espera de uma exposição como a documenta que ela se posicione em relação a questões cotidianas. Ela deve, de alguma forma misteriosa, ser política, nos esclarecer, agitar ou consolar. Roger Buergel e Ruth Noack, responsáveis pela mostra, vêem isso de outra forma. Eles acreditam que a arte não é uma oficina para consertar déficits sociais e políticos. E nem deveria ser."

( taz, die tageszeitung)

Postura aleatória

"Enquanto muitos saúdam a concentração de Buergel na 'periferia' – América do Sul, África, Ásia – outros vêem aí uma postura aleatória. As acusações são de que estrelas não estão representadas na exposição, fazendo com que a documenta não seja mais a feira internacional de ponta da arte moderna."

( Tagesspiegel)

Entusiasmo de um botânico

"Não por acaso a documenta se atém a uma dialética na qual o Outro não é visto com estranhamento e que deixa o visitante admirado frente à abundância das formas. Esta documenta abarca o mundo não por consciência pesada, fruto do pensamento de que a arte do Leste Europeu, da Ásia, da África e da América do Sul precisa ser mostrada após um longo período de exclusão. Muito mais do que isso, a documenta se entusiasma como um botânico com as espécies e subespécies enormemente multifacetadas no presente e na história."

( Die Zeit)

Arte sem dieta

"A documenta 12 tornou-se uma mostra de muitas exposições; nenhum espetáculo, nenhuma plataforma de discurso. Um espaço para a arte. Um lugar onde se pode ouvir o murmurar de muitas vozes, onde a mistura de muitos idiomas se sobrepõe à fanfarra do moderno, do mesmo jeito que o alto-falante se sobrepõe aos gritos da feira. A documenta faz com que a arte possa ser experimentada de novo. Buergel não impõe a ela uma dieta. Ele leva simplesmente a arte a sério, às vezes sério demais. Porque evita o sensacional, a documenta liberta a arte do aprisionamento no qual ela tenta manter a percepção estrábica do mercado sempre à procura do novo."

( Frankfurter Allgemeine Zeitung)

Em busca do belo

"A documenta 12 mostra não apenas a vanguarda de hoje – isso ela também faz, através de um olhar internacional, que há muito não cansa o espectador – mas ela também mostra em quais ombros esses artistas se apóiam. Ela não apresenta apenas o lado feminino da história recente da arte, mas também as vanguardas do Leste Europeu. E apesar de toda a aspereza que se manifesta às vezes, ela põe nas mãos do visitante os meios necessários para descobrir o belo e a estética específica até mesmo nas abstrações estruturalistas."

( Frankfurter Rundschau)

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