Dinamarca diante da volta dos social-democratas ao poder | Notícias internacionais e análises | DW | 05.06.2019
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Europa

Dinamarca diante da volta dos social-democratas ao poder

Oposição sai vitoriosa nas eleições legislativas. Enquanto verdes e centro-esquerda conquistam bom desempenho eleitoral, legenda de extrema direita perde mais da metade dos votos.

Mette Frederiksen

Frederiksen, de 41 anos, deve se tornar a primeira-ministra mais jovem da Dinamarca

O Partido Social Democrata, liderado por Mette Frederiksen, deve retornar ao poder depois da derrota há quatro anos. A legenda foi a mais votada com 25,9% dos votos. O atual bloco da oposição de esquerda, formado por quatro partidos e liderado pelos social-democratas, obteve 91 dos 179 assentos no Parlamento.

O Partido Liberal do primeiro-ministro, Lars Lokke Rasmussen, recebeu 23,4% dos votos. Rasmussen reconheceu a derrota e disse que os eleitores optaram por uma nova direção. "Tivemos uma boa eleição, mas haverá uma mudança de governo", afirmou. 

Já o ultradireitista Partido Popular Dinamarquês, que dava apoio ocasional ao governo, foi o grande derrotado. A legenda, que é a segunda maior do país, perdeu mais da metade de seus eleitores desde a eleição de 2015, alcançado apenas 8,7% dos votos, o pior resultado desde 1998. No pleito anterior, o partido de extrema direita alcançou 21,1%.

Os verdes do Partido Popular Socialista foram um dos grandes vencedores e duplicaram a sua representação parlamentar, reunindo 7,7% dos votos.

Com o resultado nas urnas, os dinamarqueses dão um sinal contra as medidas de austeridade seguidas há anos. A líder social-democrata, Mette Frederiksen, prometeu durante a campanha aumentar os gastos sociais, no entanto, adotou uma política de imigração mais rígida, o que o ajudou a legenda a reconquistar os eleitores anti-imigração de esquerda que vinham votando em partidos de direita.

A vitória dos social-democratas abre caminho para que Frederiksen, de 41 anos, se torne a primeira-ministra mais jovem da Dinamarca. O partido precisará negociar com outras legendas uma coalizão para governar. A tarefa não será fácil e o principal impasse será a política sobre migração que divide os partidos de esquerda.

Segundo a imprensa local, mais de 80% dos 4,2 milhões de eleitores compareceram às urnas nesta quarta-feira. O Parlamento dinamarquês tem 179 assentos, quatro das quais representam os territórios autônomos da Groenlândia e das Ilhas Faroe, com duas cadeiras cada. Os partidos precisam alcançar aos menos 2% dos votos para eleger parlamentares.

CN/afp/rtr/lusa/ap/

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