Deutsche Bank sonda fusão com Commerzbank, diz jornal | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 09.03.2019
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Economia

Deutsche Bank sonda fusão com Commerzbank, diz jornal

Maior banco alemão poderá se fundir com instituição rival, segundo a mídia. Defensores da medida dizem que esta pode ser última chance de impedir que Commerzbank seja adquirido por comprador estrangeiro.

Banner Deutsche Bank und Commerzbank (Reuters/K. Pfaffenbach)

Possível fusão entre Deutsche Bank e Commerzbank teria valor de mercado estimado em 104 bilhões de reais

A diretoria executiva do Deutsche Bank concordou em iniciar conversas com o Commerzbank sobre a viabilidade de uma fusão, informou o jornal alemão Welt am Sonntag, neste sábado (09/03).

Os primeiros contatos não oficiais já foram feitos entre os dois bancos alemães rivais, informou o diário, citando fontes financeiras. Uma pessoa com conhecimento do assunto também confirmou os relatos à agência de notícias Reuters.

Porta-vozes de ambos os bancos se recusaram a comentar a informação neste sábado.

O mais recente desenvolvimento na saga em torno da fusão entre as duas grandes instituições financeiras alemãs vem em meio à crescente pressão de Berlim.

O governo alemão, que é o maior acionista do Commerzbank, deseja que os dois lados tomem uma decisão nas próximas semanas, informou o Welt am Sonntag.

Segundo o jornal, o governo alemão deseja uma decisão antes das eleições parlamentares europeias em maio, que poderiam resultar numa mudança de poder que poderia bloquear a possível fusão.

Um porta-voz do Ministério das Finanças em Berlim se recusou a comentar a reportagem, mas no passado o ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz, enfatizou a importância de se ter bancos fortes.

Defensores de uma fusão dizem que esta pode ser a última chance de fortalecer o setor bancário alemão e possivelmente frustrar a probabilidade de o Commerzbank ser adquirido por um comprador estrangeiro.

A instituição conjunta teria um valor de mercado estimado em mais de 24 bilhões de euros (cerca de 104 bilhões de reais) e representaria uma participação de 20% no setor bancário retalhista alemão, segundo a Reuters.

Os sindicatos se opõem a uma possível fusão, dizendo que isso poderia levar a grandes perdas de emprego. Outros também acreditam que isso permitiria aos dois bancos cobrar preços mais altos na Alemanha, onde os serviços bancários são de baixo custo ou gratuitos.

O Deutsche Bank, um gigante global de investimentos e maior instituição credora da Alemanha, tem sido afetado por escândalos de lavagem de dinheiro e pelas consequências da crise financeira, com as ações do banco tendo caído 73% nos últimos cinco anos.

O governo alemão tem mantido uma participação de 15% no Commerzbank depois de resgatar a instituição durante a crise financeira. O banco, no entanto, viu o preço das ações cair até o ponto em que não está mais listado no índice alemão das 30 principais empresas de capital aberto.

CA/dpa/rtr/dw

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