Destróier dos EUA colide com petroleiro a leste de Cingapura | Notícias internacionais e análises | DW | 21.08.2017
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Mundo

Destróier dos EUA colide com petroleiro a leste de Cingapura

Navio militar se choca com cargueiro no Mar da China Meridional. Dez marinheiros estão desaparecidos e cinco feridos. É a segunda colisão em dois meses envolvendo um navio militar da 7ª Frota da Marinha americana.

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Danos no casco do navio da Marinha americana USS John S. McCain, após colisão com petroleiro perto de Cingapura

O navio militar dos Estados Unidos USS John S. McCain, um destróier de mísseis teleguiados, colidiu nesta segunda-feira (21/08) com um navio mercante liberiano a leste de Cingapura e da Península da Malásia. A Marinha americana comunicou o desaparecimento de dez marinheiros e que outros cinco ficaram feridos.

"Um dano significativo ao casco resultou em inundações em compartimentos próximos, incluindo salas de atracação, das máquinas e de comunicação. Esforços de controle de danos contiveram as inundações", anunciou a 7ª Frota da Marinha dos EUA, num relatório sobre a colisão.

A Marinha americana lançou uma operação de busca e resgate dos tripulantes desaparecidos. Helicópteros e aeronaves militares do navio USS America estão apoiando a operação. Cingapura também enviou equipes de policiais, helicópteros e da Guarda Costeira. Duas embarcações navais da Malásia também foram alocadas para a região.

Segunda colisão em dois meses

O contratorpedeiro americano estava se dirigindo para Cingapura, após encerrar o que a Marinha dos EUA classificou como "patrulha de rotina" no Mar da China Meridional. O navio mercante Alnic MC, contra o qual se chocou, navega sob a bandeira da Libéria. Ele é listado como um petroleiro químico de mais de 30 mil toneladas, construído em 2008. Ele tem 183 metros de comprimento e 32,2 metros de largura.

Segundo a agência de notícias Reuters, a embarcação transportava cerca de 12 mil toneladas de óleo combustível. No entanto o petroleiro não comunicou nenhum vazamento como resultado da colisão.

"Cindy e eu temos os marujos dos EUA a bordo do USS John S. McCain nas nossas orações esta noite", disse o senador republicano John McCain, sobre o navio que leva seu nome e citando sua esposa. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um tuíte afirmando que os marinheiros desaparecidos estão em seus "pensamento e orações".

O incidente desta segunda-feira é a segunda colisão acidental em dois meses, envolvendo um navio militar da 7ª Frota da Marinha no Oceano Pacífico. Em junho, o USS Fitzgerald colidiu com a embarcação das Filipinas ACX Crystal, deixando sete marinheiros americanos mortos.

A colisão levou a Marinha americana a exonerar vários comandantes do alto escalão, alegando que o incidente poderia ter sido evitado. As embarcações USS John S. McCain e USS Fitzgerald são navios capazes de defesa de mísseis balísticos, e fazem parte do esquadrão de destróieres baseados no Japão.

PV/lusa/efe/dpa/rtr/afp/ap

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