Deslocados por guerras alcançam recorde de 40,8 milhões | Notícias internacionais e análises | DW | 11.05.2016
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Mundo

Deslocados por guerras alcançam recorde de 40,8 milhões

Somente em 2015, mais de 8 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas devido a conflitos mundo afora, aponta estudo. No Brasil, desastres naturais e Jogos Olímpicos afetam milhares.

Deslocados no Iêmen

Deslocados no Iêmen, um dos países mais afetados

O número de deslocados internos devido a conflitos no mundo aumentou para 40,8 milhões de pessoas no ano passado, mostra um relatório divulgado nesta quarta-feira (11/05) pelo Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC), com base em Genebra.

"Esse é o número mais alto já registrado e representa o dobro do número de refugiados em todo o mundo", afirmou Jan Egeland, chefe do Conselho de Refugiados da Noruega, um dos autores do estudo.

Em 2015, conflitos forçaram 8,6 milhões de pessoas a deixar suas casas, a maior parte no Oriente Médio, em países como Iêmen, Síria e Iraque, e no norte da África. O estudo pontua que a Primavera Árabe e a ascensão do grupo "Estado Islâmico" (EI) contribuíram significativamente para o índice atual.

Outros países com altos níveis de deslocamento são Afeganistão, República Central Africana, Colômbia, República Democrática do Congo, Nigéria, Sudão do Sul e Ucrânia.

Desastres naturais também fizeram 19,2 milhões de deslocados no ano passado, principalmente, na Índia, China e Nepal. O relatório estima que, em 2015, 59 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no Brasil devido a estragos provocados por desastres naturais.

Apesar de não ser possível estimar a quantidade, a violência e o crime organizado também forçam pessoas a fugir em El Salvador, Guatemala, Honduras e México.

Impacto dos Jogos Olímpicos

O relatório também estima que, com a preparação para os Jogos Olímpicos, 6.600 famílias foram ameaçadas ou perderem suas casas no Rio de Janeiro. A maior parte vivia em favelas ou assentamentos informais e foi obrigada a deixar regiões centrais para viver em subúrbios.

"Dado que 60% da área do Parque Olímpico será destinada ao desenvolvimento de condomínios a serem vendidos no mercado aberto depois dos Jogos, o retorno não é uma opção para os deslocados", diz o estudo.

Os pesquisadores criticam o fato de moradores da demolida Vila Autódromo, por exemplo, terem tido todas as alternativas propostas negadas pelo governo.

"A pressão para deixar o Rio pronto para os Jogos Olímpicos não deixou tempo para que instituições e procedimentos fossem reformados. Pelo contrário, permitiu que abusos ocorressem", diz o texto.

KG/afp/ots

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