Descobertas tumbas de 3.500 anos no Egito | Notícias internacionais e análises | DW | 10.12.2017
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Mundo

Descobertas tumbas de 3.500 anos no Egito

Autoridades egípcias descobrem dois túmulos antigos em Luxor. As inscrições nas paredes sugerem que pertençam a pessoas importantes ligadas aos faraós da 18ª dinastia do Egito, que governaram há mais de três milênios.

Colunas de Luxor

Colunas de Luxor

O Egito anunciou neste sábado (09/12) a descoberta de dois pequenos túmulos, com 3.500 anos, na cidade de Luxor. As tumbas, que datam da época do Império Novo, foram escavadas numa necrópole na margem ocidental do rio Nilo, perto de Luxor, onde ficava Tebas, capital dos faraós.

Uma múmia em bom estado de conservação, a estátua de uma cantora do deus Ámon Ra e centenas de artefatos de madeira e cerâmica foram encontrados por uma missão de arqueólogos liderada por Mostafa Waziri, que é também secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

Os túmulos, que muito provavelmente pertenciam a nobres e altos funcionários da época e ainda não foram identificados, foram inicialmente descobertos na década de 1990 pela arqueóloga alemã Frederica Kampp, mas não haviam sido explorados.

O achado mais valioso foi uma estátua de cerca de 60 centímetros decorada com cores vivas e que representa uma mulher identificada como Isis Nefret, que estava numa câmara de sete metros na tumba denominada Kampp 150. Essa mulher foi, muito provavelmente, uma cantora do deus Ámon, a principal divindade da mitologia egípcia, explicou Mostafa Waziri.

Os arqueólogos levantaram a hipótese de o proprietário do túmulo ser um escriba chamado Maati, cujo nome surge junto ao da sua mulher, Mehi, em 50 cones funerários. Outra possibilidade é que pertença a uma pessoa chamada Djehuty Mes, cujo nome aparece esculpido numa das paredes, sobre quem, no entanto, não há maiores detalhes.

O outro túmulo, denominado Kampp 161, fica a poucos metros, na mesma margem do rio Nilo, e consiste numa câmara de cerca de seis metros, decorada com inscrições hieroglíficas que "parecem que foram pintadas ontem ou há poucos dias", realçou Waziri.

 Na câmara desse túmulo, que data da 18ª dinastia, foi descoberta a parte inferior de um sarcófago decorado com uma cena da deusa Isis levantando as mãos.

 Ambos os túmulos, localizados na encosta de uma colina árida, a poucos quilômetros do Vale dos Reis, contêm inúmeros objetos funerários, como cones, peças de imobiliário, louças e centenas de estatuetas funerárias.

 Esta é a terceira descoberta desde o início do ano na necrópole de Dra Abu el-Naga. Em abril, foi encontrado o mausoléu de um dirigente da antiga Tebas, enquanto em setembro foi anunciada a descoberta da sepultura de um ourives que viveu na 18ª dinastia, que continha peças de um dos templos do deus Ámon Ra.

 Estima-se que haja nesta necrópole pelo menos 250 túmulos, na sua maioria pertencentes a altos funcionários que trabalharam para as cortes no Egito antigo.

Com as revelações, as autoridades egípcias estão tentando reavivar a indústria do turismo, que foi duramente atingida pelas turbulências políticas e os levantes populares da chamada Primavera Árabe.

RW/lusa/dpa

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