Crise financeira e governo Obama dominam debates em Poznan | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 01.12.2008
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Ciência e Saúde

Crise financeira e governo Obama dominam debates em Poznan

Europeus confiam que o futuro presidente traga os EUA de volta à mesa de negociações sobre a proteção climática. Nações Unidas dizem que a crise financeira é oportunidade para gerar negócios.

Usinas termelétricas em Qinghai, na China

Usinas termelétricas em Qinghai, na China

A crise financeira internacional e as expectativas em torno do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão no centro dos debates dos mais de 10 mil representantes de cerca de 190 países que reiniciaram nesta segunda-feira (01/12) em Poznan, na Polônia, as discussões sobre o acordo que deverá suceder o Protocolo de Kyoto. A conferência climática organizada pelas Nações Unidas durará duas semanas.

Mesmo que os Estados Unidos estejam representados em Poznan por integrantes do governo George W. Bush, Obama já é visto por ambientalistas e por políticos europeus como esperança de que o governo da maior – e uma das mais poluentes – economia do planeta reveja suas posições sobre proteção climática.

Deutschland Atom Endlager Asse Sigmar Gabriel

Gabriel crê em mudança da política ambiental dos EUA

O ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, disse estar seguro de que Obama "aproveitará as oportunidades da política climática internacional". Para Gabriel, com Obama os EUA não estarão mais fixados apenas em si mesmos. "Ele também conectará fortemente o seu programa de investimentos a tecnologias ambientais e de proteção do clima", previu Gabriel.

Para o ambientalista Jake Schmidt, da ONG americana Natural Resources Defense Council, os Estados Unidos voltaram às negociações com um líder que compreendeu a gravidade do problema. É a mesma opinião de Thomas Breuer, do Greenpeace. Para ele, mesmo que Obama não esteja em Poznan, as posições do futuro presidente podem influenciar os debates.

Posições de Obama

Diferentemente de Bush, que via no Protocolo de Kyoto um freio para a economia americana, Obama elegeu o meio ambiente como uma das áreas centrais da política do seu governo.

"Os EUA estão de volta", disse o senador democrata John Kerry. "Após oito anos de bloqueio, atraso e recusa, os Estados Unidos vão se unir à comunidade internacional para enfrentar os desafios globais", afirmou Kerry, que representa Obama no encontro.

Obama classificou a conferência de Poznan como vital para o planeta e disse que pretende conduzir os Estados Unidos de volta à liderança no combate às mudanças climáticas. Por ano, o futuro presidente pretende investir 15 bilhões de dólares em energias limpas. O objetivo é garantir a segurança do país e gerar milhões de empregos.

Achim Steiner

Steiner: proteção climática é oportunidade de negócios

Obama também anunciou a criação de um comércio de emissões para os Estados Unidos. O representante alemão no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Ottmar Edenhofer, vislumbra a possibilidade de um comércio transatlântico de emissões. Segundo ele, essa parceria entre a Europa e os EUA interessaria também ao futuro presidente.

Crise financeira

Edenhofer alertou também para o perigo de deixar a proteção do clima em segundo plano por causa do combate à crise financeira. "O fato de algumas pessoas terem perdido muito dinheiro especulando não deve fazer com que relaxemos na questão climática", disse ele ao jornal Berliner Zeitung.

De acordo com Edenhofer, ficar de braços cruzados diante dos problemas climáticos pode custar bilhões de euros a longo prazo. "Em comparação com isso, a crise financeira parece pequena." Para ele, a crise financeira não é um impedimento, mas uma oportunidade para a proteção do clima. Necessário seria um grande programa de investimentos em tecnologias ambientais, afirmou Edenhofer.

Também o diretor do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner, afirma que a proteção climática oferece uma chance para superar a crise financeira e prepara o terreno para novas tecnologias, novos postos de trabalho e um "novo impulso econômico".

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