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Funcionária observa o lado externo em uma janela de uma unidade móvel de testes de covid-19 em Berlim, capital da Alemanha. Ela veste óculos, máscara e roupas médicas, como uma touca. À direita, o cartaz explica, em alemão, como funciona o procedimento para fazer o teste.
Unidade móvel de testes de covid-19 em Berlim: população alemã está dividida em relação à retirada ou não das restriçõesFoto: Abdulhamid Hosbas/AA/picture alliance

Covid-19: Alemanha adota cautela no alívio de restrições

6 de fevereiro de 2022

Ministro da Saúde diz que estratégia vem funcionando, e que relaxamento das medidas poderia pôr tudo a perder. População está dividida, segundo pesquisa. Países nórdicos removem limites impostos na pandemia.

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O ministro da Saúde da Alemanha, Karl Lauterbach, alertou neste domingo (06/02) contra o alívio premeditado das restrições contra a covid-19, enquanto outras nações da União Europeia (UE) já antecipam o fim dos limites impostos na pandemia.

"Nossa estratégia tem funcionado bem até agora. Mas, se relaxarmos cedo demais, arriscamos perder o que conquistamos e criar novas e perigosas infecções, e ainda prolongar a onda [atual da covid-19]. Tudo o que construímos durante semanas poderá ser perdido em questão de dias", disse o ministro, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag.

O ministro do Clima e da Economia, Robert Habeck, concorda com Lauterbach. "É claro que precisamos de um plano para a reabertura, mas o alívio deve vir no momento certo", afirmou aos jornais do grupo de mídia Funke.

Para Habeck, a onda da variante ômicron ainda não foi superada. Para ele, um dos fatores que mais preocupa é a baixa adesão à vacinação na Alemanha, considerada abaixo do ideal em comparação com outros países europeus.

Até o momento, 74,4% dos alemães tomaram as duas doses dos imunizantes, e 54,2% receberam a dose de reforço. Neste domingo, o país registrou 133,173 novos casos da doença e 41 mortes.

População dividida

Uma pesquisa realizada pelo instituto Insa revela que a população alemã está dividida sobre o alívio das restrições. Segundo o levantamento, 49% dos alemães são a favor do relaxamento, enquanto 44% são contra.

Sobre as exigências da apresentação de comprovantes de vacinação ou de cura da doença para que se possa ter acesso ao comércio, 53% afirmam que essas medidas não fazem sentido, enquanto 47% dizem que sim.

No caso de bares e restaurantes, 47% acreditam que essa comprovação é necessária, enquanto 49% avaliam que não.

A obrigatoriedade do uso de máscaras é amplamente apoiada principalmente nos transportes públicos (77%), no comércio (65%) e nas escolas (58%).

Para 66%, as restrições de contato para pessoas vacinadas devem ser eliminadas, enquanto para 27% devem ser mantidas. Já para os não vacinados, 64% entendem que essa regra faz sentido.

Alívio das restrições na Europa

Vários países europeus, como Suécia, Dinamarca e Noruega, já removeram quase todas as restrições contra o coronavírus.

A partir desta segunda-feira, Portugal vai deixar de exigir comprovantes de vacinação e testes de covid-19 para pessoas de outras nações da Europa que chegarem ao país.

A medida vem após a Comissão Europeia recomendar a harmonização das regras de viagem entre os países do bloco para evitar obstáculos às pessoas completamente vacinadas nos Estados-membros.

O passaporte de vacinação da UE comprova se uma pessoa está imunizada, testou negativo recentemente ou se recuperou da doença nos últimos seis meses.

(AFP, AP, dpa, Reuters)