Correspondente da DW é detida em Belarus | Notícias internacionais e análises | DW | 27.08.2020

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Mundo

Correspondente da DW é detida em Belarus

Polícia detém diversos jornalistas que cobriam protesto em Minsk para suposta averiguação de documentos. Segundo Ministério do Interior do país, repórteres com credenciais válidas seriam libertados.

Entrada da delegacia onde jornalistas foram detidos em Minsk

Jornalistas foram levados para delegacia em Minsk

A repórter Alexandra Boguslavskaya, correspondente da DW em Belarus, foi detida nesta quinta-feira (27/08) pela polícia de Minsk junto com outros jornalistas. O grupo foi levado enquanto se preparava para cobrir um protesto contra o governo na capital do país.

O Ministério do Interior bielorrusso afirmou que o grupo foi levado a uma delegacia para averiguação de documentos e que todos que estivessem com credenciais válidas seriam libertados. O ministério negou que os jornalistas tenham sido detidos.

O correspondente da DW em Belarus Nick Connolly confirmou que Boguslavskaya estava entre os jornalistas detidos e afirmou que ela continuava sob custódia da polícia horas depois de ter sido levada da Praça da Independência. 

Segundo testemunhas, policiais confiscaram telefones de repórteres e exigiram que as imagens do protesto fossem apagadas.

Diversos protestos eclodiram no país após o anúncio de que o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, havia conquistado uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais e se encaminhava para permanecer mais cinco anos no poder. Chamado de o "último ditador da Europa", Lukashenko comanda Belarus desde 1994. Opositores afirmam que o pleito não passou de uma eleição de fachada marcada por fraudes.

Os protestos estão sendo reprimidos com violência, e milhares de manifestantes foram presos. Entre os detidos estão dezenas jornalistas. Muitos dos presos já foram libertados e denunciaram ter sido vítimas de maus-tratos durante a detenção.

Além de jornalistas, cerca de 150 manifestantes foram detidos no protesto desta quinta-feira, segundo a organização de direitos humanos Wesna.

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